Última parte da cobertura do SXSW, com Stephanie Toth, The Termals, Vivian Girls, Crystal Antlers, Akron / Family, Monotonix, HEALTH, Max Tundra, Mae Shi, Aids Wolf e Garotas Suecas.
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12 de mai. de 2009
antes que eu me esqueça
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28 de abr. de 2009
mais sxsw no radiola
parte 2, com Daniel Johnston, Passion Pit, Au Revoir Simone, Cursive, No Age e Matt & Kim:
parte 3, sem cortes (a versão que foi ao ar na Cultura foi censurada por conta do estado da Fê em dado momento), com Girls, Mae Shi, Woods, Wavves, Popo, Pre, Dark Meat, patinação artística com Holger, Holger ao vivo, Grizzly Bear, Dinosaur Jr, Pterodactyl e Starfucker:
parte 3, sem cortes (a versão que foi ao ar na Cultura foi censurada por conta do estado da Fê em dado momento), com Girls, Mae Shi, Woods, Wavves, Popo, Pre, Dark Meat, patinação artística com Holger, Holger ao vivo, Grizzly Bear, Dinosaur Jr, Pterodactyl e Starfucker:
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13 de abr. de 2009
finalmente
Eis a primeira parte da cobertura do South by Southwest pela TramaVirtual. Assiste que vale a pena:
9 de abr. de 2009
assista
E o djênio Beto registrou em HD milhões de faixas inteiras durante o SXSW e, aos poucos, vais desovando em seu canal no youtube. Vai veno os vídeos. Valem muito mais que toda a merda que escrevi ou deixei de escrever aqui.
Passion Pit
Matt & Kim
HEALTH
Monotonix
Wavves
Themselves
LA Riots
Passion Pit
Matt & Kim
HEALTH
Monotonix
Wavves
Themselves
LA Riots
31 de mar. de 2009
26 de mar. de 2009
sxsw 09 - dia 3
A sexta-feira foi o dia mais agradável do festival. Começou cedo, com show do Mae Shi na festa da Windish / Pitchfork no Emo's. Bom show pra abrir o dia e acordar direito. No fim das contas, acabei vendo a banda ao vivo mais duas vezes ao longo do dia. E não enjoei. Só virei mais fã. Acho que o mais legal deles é a maneira como eles aliam demência no palco com perfeição no som. É tudo matematicamente trampado e sai sempre redondo, apesar do caos que eles promovem.
De lá, passamos pra ver o HEALTH, numa tenda no quintal do La Habana. Acho que desde o Liars que não via um show tão violento musicalmente. Antes de mais nada, deve-se respeitar uma banda em cujo show, três dos quatro integrantes, já começam no chão. E o outro, o baterista, é um trator. O que mais impressiona é que nenhum barulho é gratuito, tá tudo no lugar. E olha que o show é muito barulhento. Alto e barulhento. Lindo. Ainda descolei de grátis um Pitchfork 500.
Enquanto comia um sanduba delícia lá do lado, vi o Mae Shi subindo no palco e - por que não? - assisti a mais um show deles. De lá, pro centro de convenções, onde participei de uma sessão de speed dating, espécie de encontro em fast foward entre profissionais do setor. Pra isso, perdi algumas belezinhas que tocariam na festa da Pitchfork / Windish, mas, beleza, o melhor da tarde ainda estava por vir.
Encontrei a Gabi que me falou de uma festa que parecia legal e seguimos pra lá. Legal é muito pouco pra descrever aquilo lá. Era um terrenão baldio cercado. Lá, colocaram quatro pequenos palcos ao redor de um círculo. Tinha também um rinque de patinação e, pra compor o clima white trash, Budweiser grátis. O público era meio hip mendigo do Brooklyn. Perdi as quatro primeiras bandas, entre elas o Death Set, mas cheguei em meio a um set cremoso de uma DJ gatinha, tocando de ESG a Animal Collective, o que só ajudou na vibe - até lembrou as sextas do Neu, haha. A verdade é que o Phil Collins poderia tocar nessa festa que teria sido massa. Qualquer merda teria sido legal lá.
O primeiro show que vi por lá foi o do Popo, banda de três irmãos de ascendência, se não me engano, paquistanesa, recém-descobertos pelo Diplo e adotados por sua Mad Decent. O som é um surf garage lo-fi qualquer nota. Tipo Black Lips piorado. Depois teve o Pre, bandinha inglesa também fraquinha, fazendo um pós-punk raquítico com uma vocalista que lembra demais a Lovefoxxx.
Depois, haha, mais um show do Mae Shi, dessa vez com um clima celebração quase hippie, dando a nota pra apresentação do Dark Meat, que fechou a tarde. Se no show que tinha visto deles no Pop Montreal, dentro de um clube, eles promoveram um carnaval no inferno, no fim de tarde ensolarado eles encarnaram o espírito hippie de trailer park, sem abrir mão do peso, dos confetes e serpentinas. Tudo lindo, tudo perfeito.
Passadinha no hotel pra se recompor e, de lá, direto pra festa da Blackberry, que tinha, entre outras coisas, Beach House, Grizzly Bear e Dinosaur Jr. Na porta, um ligeiro tumulto. Lugar lotado, filas caóticas - para os padrões gringos, claro -, e a polícia acabou fechando a rua. Meio que desisti de entrar e fui comer uma saladinha. Resolvemos passar de novo lá e acabamos conseguindo entrar no meio do show do Grizzly Bear. Nunca fui altos fã da banda, mas o show foi bonzão. O único problema é a napa do Ed Drozd. É gigantesca. Tão gigantesca que você mal consegue prestar atenção no show. Ainda mais eu que tava com uma visão lateral daquilo. haha.
Dinosaur Jr foi uma barulheira desgraçada. Alto, mas muito alto. Os shows que vi deles no ano passado também tinham sido altos, mas nada se compara àquilo. Mal se ouvia a voz do J. Apesar do setlist foda, parti antes que meus ouvidos começassem a sangrar. Corri pra Caipirinha After Party, mas perdi o show da Nancy. Acabei também desencanando de discotecar. O pessoal do clube tava na maior má vontade, fiquei putinho e abandonei. Tava mais afim de me divertir.
A festa tava com bom público, incluindo gente do Trail of Dead, Black Lips e Mae Shi, e a vibe tava altamente positiva. O show do Holger foi completamente caótico. Os moleques tavam possuídos. Uma cena que resume a apresentação: Pata tocando guitarra deitado no meio do público com a boca sangrando enquanto o guitarrista do Mae Shi o enforcava com o cabo do microfone. Pena que, musicalmente, os excessos não ajudaram muito a banda.
Depois teve o Starfucker que fez um show bem legal, misturando eletrônica e rock em atmosfera de diversão. Max Tundra, na sequência, fez outro showzão. Mestre. E ainda teve Los Pirata, mas eu tava retardado demais pra acompanhar. Nem sei como chegamos ao hotel, mas sei que ainda rolou café da manhã no IHOP.
De lá, passamos pra ver o HEALTH, numa tenda no quintal do La Habana. Acho que desde o Liars que não via um show tão violento musicalmente. Antes de mais nada, deve-se respeitar uma banda em cujo show, três dos quatro integrantes, já começam no chão. E o outro, o baterista, é um trator. O que mais impressiona é que nenhum barulho é gratuito, tá tudo no lugar. E olha que o show é muito barulhento. Alto e barulhento. Lindo. Ainda descolei de grátis um Pitchfork 500.
Enquanto comia um sanduba delícia lá do lado, vi o Mae Shi subindo no palco e - por que não? - assisti a mais um show deles. De lá, pro centro de convenções, onde participei de uma sessão de speed dating, espécie de encontro em fast foward entre profissionais do setor. Pra isso, perdi algumas belezinhas que tocariam na festa da Pitchfork / Windish, mas, beleza, o melhor da tarde ainda estava por vir.
Encontrei a Gabi que me falou de uma festa que parecia legal e seguimos pra lá. Legal é muito pouco pra descrever aquilo lá. Era um terrenão baldio cercado. Lá, colocaram quatro pequenos palcos ao redor de um círculo. Tinha também um rinque de patinação e, pra compor o clima white trash, Budweiser grátis. O público era meio hip mendigo do Brooklyn. Perdi as quatro primeiras bandas, entre elas o Death Set, mas cheguei em meio a um set cremoso de uma DJ gatinha, tocando de ESG a Animal Collective, o que só ajudou na vibe - até lembrou as sextas do Neu, haha. A verdade é que o Phil Collins poderia tocar nessa festa que teria sido massa. Qualquer merda teria sido legal lá.
O primeiro show que vi por lá foi o do Popo, banda de três irmãos de ascendência, se não me engano, paquistanesa, recém-descobertos pelo Diplo e adotados por sua Mad Decent. O som é um surf garage lo-fi qualquer nota. Tipo Black Lips piorado. Depois teve o Pre, bandinha inglesa também fraquinha, fazendo um pós-punk raquítico com uma vocalista que lembra demais a Lovefoxxx.
Depois, haha, mais um show do Mae Shi, dessa vez com um clima celebração quase hippie, dando a nota pra apresentação do Dark Meat, que fechou a tarde. Se no show que tinha visto deles no Pop Montreal, dentro de um clube, eles promoveram um carnaval no inferno, no fim de tarde ensolarado eles encarnaram o espírito hippie de trailer park, sem abrir mão do peso, dos confetes e serpentinas. Tudo lindo, tudo perfeito.
Passadinha no hotel pra se recompor e, de lá, direto pra festa da Blackberry, que tinha, entre outras coisas, Beach House, Grizzly Bear e Dinosaur Jr. Na porta, um ligeiro tumulto. Lugar lotado, filas caóticas - para os padrões gringos, claro -, e a polícia acabou fechando a rua. Meio que desisti de entrar e fui comer uma saladinha. Resolvemos passar de novo lá e acabamos conseguindo entrar no meio do show do Grizzly Bear. Nunca fui altos fã da banda, mas o show foi bonzão. O único problema é a napa do Ed Drozd. É gigantesca. Tão gigantesca que você mal consegue prestar atenção no show. Ainda mais eu que tava com uma visão lateral daquilo. haha.
Dinosaur Jr foi uma barulheira desgraçada. Alto, mas muito alto. Os shows que vi deles no ano passado também tinham sido altos, mas nada se compara àquilo. Mal se ouvia a voz do J. Apesar do setlist foda, parti antes que meus ouvidos começassem a sangrar. Corri pra Caipirinha After Party, mas perdi o show da Nancy. Acabei também desencanando de discotecar. O pessoal do clube tava na maior má vontade, fiquei putinho e abandonei. Tava mais afim de me divertir.
A festa tava com bom público, incluindo gente do Trail of Dead, Black Lips e Mae Shi, e a vibe tava altamente positiva. O show do Holger foi completamente caótico. Os moleques tavam possuídos. Uma cena que resume a apresentação: Pata tocando guitarra deitado no meio do público com a boca sangrando enquanto o guitarrista do Mae Shi o enforcava com o cabo do microfone. Pena que, musicalmente, os excessos não ajudaram muito a banda.
Depois teve o Starfucker que fez um show bem legal, misturando eletrônica e rock em atmosfera de diversão. Max Tundra, na sequência, fez outro showzão. Mestre. E ainda teve Los Pirata, mas eu tava retardado demais pra acompanhar. Nem sei como chegamos ao hotel, mas sei que ainda rolou café da manhã no IHOP.
25 de mar. de 2009
sxsw 09 - dia 2
Minha estratégia pra esse ano foi me empenhar em duas ou três missões diárias e deixar o resto rolar, pegando outras coisas de rebarba e encarando tudo como lucro. Primeira missão: Festa da Filter / Brooklyn Vegan, no Radio Room, pra pegar Daniel Johnston e Passion Pit.
A festa, é claro, tava concorrida, mas o lugar é grande, com um tenda pra umas 800 pessoas do lado de fora e um palco pra umas 400 na parte de dentro. Brasileirada baixou em peso. Ficamos curtindo a tarde ensolarada, tomando cervejinha, ganhando brindes e acompanhando um show ou outro.
Os jovens entraram pra ver o Cursive, mas passei. Peguei boa parte dos Avett Brothers, e gostei bastante do alt-country deles. Aí teve o Daniel Johnston que acabou sendo muito mais um show daqueles pra botar no currículo do que tudo aquilo que eu esperava - amo o cara. Tudo porque ele tocou quase o show inteiro com uma banda tosca pra caralho, tipo bandinha de bar. Não tocou nada dos clássicos também. Como sempre, atormentado, ele tremia bastante e, muitas vezes, pressionava a testa com as mãos, de olhos fechados. Valeu a pena pelas duas músicas que cantou sozinho ao violão.
O grande show da tarde foi o do Passion Pit. Tinha visto a banda ao vivo, antes do hype, em Montreal, no ano passado. Saí da apresentação entusiasmado com a qualidade das canções, mas achei a execução meio magrinha, apesar dos três teclados, baixo e bateria. Nada como alguns meses de estrada pra deixar uma banda promissora no ponto. As músicas do EP ganharam pressão que faltava, a banda está totalmente à vontade no palco e os sons novos são absurdos. Saí de lá com a certeza que eles vão ser muito grandes.
Missão noturna: Matt & Kim. A noite começou com um esquenta no Registrant Lounge e, de lá, partimos pro showcase da Leaf, pra ver o A Hawk and a Hacksaw. A trip to cara tá cada vez mais nas raízes dos campos em que bandas como Beirut e Gogol Bordello buscam elementos pra adornar suas músicas. O lance aqui é porrada, mas tocado só com acordeon, violino, flugellhorn, tuba e um tambor de pé. Nada eletrificado, nada distrocido, só tocado com vigor. Showzão que faria Eugene Hutz não sair mais da Lapa com vergonha do mundo.
Daí pra uma bela caminhada pra festa da Green Label Sounds. Pegamos o Soft Pack, ex-The Muslims, que não valeu muita atenção. Mountain Dew grátis e as fotinhos divertidas tavam muito mais interessantes. Aliás, foi por medinho que eles mudaram de nome? Depois teve o The Pains of Being Pure at Heart, que fez um show delicioso. Imagina só uma banda da midsummer madness ou da Slag circa 98 acertando em tudo, dos refrões perfeitos à clonagem dos Pastels na medida.
Mas a noite foi do Matt & Kim mesmo, né? Dessa vez, em vez de só olhar de longe como fiz no ano passado, fui pra primeira fila me matar com o público. Eu e uma renca de brasileiros. Só sei que saí de lá com quinze anos e com a sensação de que todo show deveria ser assim.
Ainda deu tempo de atravessar a cidade pra ver um showzinho do Max Tundra, o que nunca vai ser ruim. O baixinho é foda. Deu até pra esquecer a exaustão de dançar com seu momento "old rave".
A festa, é claro, tava concorrida, mas o lugar é grande, com um tenda pra umas 800 pessoas do lado de fora e um palco pra umas 400 na parte de dentro. Brasileirada baixou em peso. Ficamos curtindo a tarde ensolarada, tomando cervejinha, ganhando brindes e acompanhando um show ou outro.
Os jovens entraram pra ver o Cursive, mas passei. Peguei boa parte dos Avett Brothers, e gostei bastante do alt-country deles. Aí teve o Daniel Johnston que acabou sendo muito mais um show daqueles pra botar no currículo do que tudo aquilo que eu esperava - amo o cara. Tudo porque ele tocou quase o show inteiro com uma banda tosca pra caralho, tipo bandinha de bar. Não tocou nada dos clássicos também. Como sempre, atormentado, ele tremia bastante e, muitas vezes, pressionava a testa com as mãos, de olhos fechados. Valeu a pena pelas duas músicas que cantou sozinho ao violão.
O grande show da tarde foi o do Passion Pit. Tinha visto a banda ao vivo, antes do hype, em Montreal, no ano passado. Saí da apresentação entusiasmado com a qualidade das canções, mas achei a execução meio magrinha, apesar dos três teclados, baixo e bateria. Nada como alguns meses de estrada pra deixar uma banda promissora no ponto. As músicas do EP ganharam pressão que faltava, a banda está totalmente à vontade no palco e os sons novos são absurdos. Saí de lá com a certeza que eles vão ser muito grandes.
Missão noturna: Matt & Kim. A noite começou com um esquenta no Registrant Lounge e, de lá, partimos pro showcase da Leaf, pra ver o A Hawk and a Hacksaw. A trip to cara tá cada vez mais nas raízes dos campos em que bandas como Beirut e Gogol Bordello buscam elementos pra adornar suas músicas. O lance aqui é porrada, mas tocado só com acordeon, violino, flugellhorn, tuba e um tambor de pé. Nada eletrificado, nada distrocido, só tocado com vigor. Showzão que faria Eugene Hutz não sair mais da Lapa com vergonha do mundo.
Daí pra uma bela caminhada pra festa da Green Label Sounds. Pegamos o Soft Pack, ex-The Muslims, que não valeu muita atenção. Mountain Dew grátis e as fotinhos divertidas tavam muito mais interessantes. Aliás, foi por medinho que eles mudaram de nome? Depois teve o The Pains of Being Pure at Heart, que fez um show delicioso. Imagina só uma banda da midsummer madness ou da Slag circa 98 acertando em tudo, dos refrões perfeitos à clonagem dos Pastels na medida.
Mas a noite foi do Matt & Kim mesmo, né? Dessa vez, em vez de só olhar de longe como fiz no ano passado, fui pra primeira fila me matar com o público. Eu e uma renca de brasileiros. Só sei que saí de lá com quinze anos e com a sensação de que todo show deveria ser assim.
Ainda deu tempo de atravessar a cidade pra ver um showzinho do Max Tundra, o que nunca vai ser ruim. O baixinho é foda. Deu até pra esquecer a exaustão de dançar com seu momento "old rave".
Voltei
Epic fail, minha tentativa de postar relatos diários do que ocorria no South by Southwest, à maneira que fiz ano passado. Agora, no avião, finalmente voltando pra casa - em mais uma rota imbecil, esta com conexão em Washington - vou enumerando os porquês da derrota:
1. liberdade - desta vez não estava cobrindo para o programa de TV, o que, apesar de ter me dado muito trabalho, me obrigava a parar muitas vezes, facilitando os posts. Dessa vez não parei quieto em nenhum lugar, bebi mais, me diverti mais;
2. amigos - dessa vez, a turma brasileira era gigante, com muitos amigos, sinal de que sempre havia companhia ou trombava alguém em algum canto pra fazer alguma coisa junto. Isso, fora os conhecidos gringos, que sempre te apresentam pra outros conhecidos, que tomam uma cervejinha ou batem dois dedos de prosa. e o tempo vai;
3. free booze - bebida grátis em todo canto, em festas diurnas e after parties. dessa vez tava mais ligado nas festas paralelas e me dediquei com afinco a elas.
Bom, se não rolou o relato instantâneo, aproveitei os voos pra retomar, com atraso, os relatos diários do que foi festival.
1. liberdade - desta vez não estava cobrindo para o programa de TV, o que, apesar de ter me dado muito trabalho, me obrigava a parar muitas vezes, facilitando os posts. Dessa vez não parei quieto em nenhum lugar, bebi mais, me diverti mais;
2. amigos - dessa vez, a turma brasileira era gigante, com muitos amigos, sinal de que sempre havia companhia ou trombava alguém em algum canto pra fazer alguma coisa junto. Isso, fora os conhecidos gringos, que sempre te apresentam pra outros conhecidos, que tomam uma cervejinha ou batem dois dedos de prosa. e o tempo vai;
3. free booze - bebida grátis em todo canto, em festas diurnas e after parties. dessa vez tava mais ligado nas festas paralelas e me dediquei com afinco a elas.
Bom, se não rolou o relato instantâneo, aproveitei os voos pra retomar, com atraso, os relatos diários do que foi festival.
19 de mar. de 2009
sxsw 09 - dia 1
O primeiro dia de festival, pra mim, pegou no tranco, mas terminou fenomenal. Manhã preguiçosa depois da bagunça de ontem, uma demorada saída pra comprar um celular local (US$20, acreditem), e finalmente, no começo da tarde, cheguei ao centro de Austin. Fê e Beto esperavam no quintal do Beauty Bar, onde ocorria o primeiro showcase paralelo dos brasileiros.
A surpresa - ou nem tanto - é que vários brasileiros não apareceram. Não se sabia do Canja Rave - nem se vieram de fato - nem do Vinil Laranja, que está na cidade, mas não foi ao show. Se pá não tavam ligados. Ontem vi o David, da BM&A, reclamando que as bandas brasileiras não leem email. Tipo, os caras conseguem o mais difícil que é chegar aqui e não aparecem no show, ou não se ligam que têm que providenciar backline.
De qualquer forma, foi uma tarde agradável, com cerveja grátis e público crescente, que culminou com um show devastador do Holger. De fato, o Pato Fu não conseguiu vistos pra vir pra cá e os moleques supriram a posição de headliners da tarde como competência de veteranos e entusiasmo de quem ainda não consegue acreditar no que está se passando. Foi foda. Emoção fudida, uma hora em que o Pedro olhou pra mim com cara de "meu, isso tá acontecendo". Pata, tomado, passou mais da metade do show no chão e a guitarra do Tché é cada vez mais absurda. Muitos gringos assistindo. Belo primeiro passo pra uma carreira internacional.
Antes deles, nesse palco, vi o River Raid com um show competente, ainda pra poucas pessoas, mas com momentos VA de "this is rock and roll, baby" entre as músicas, e o La Pupuña, que conquistou o povo com sua surf music amazônica.
De tarde, ainda sobrou tempo pra alguns petardos. Yoni Wolf, do Why?, em show solo, só teclado e voz apresentou algumas músicas do disco novo da banda, que deve sair em setembro. No final do curto show ele emendou a dobradinha "The Hollows" e "These Few Presidents", duas das melhores do Alopecia. Fino. Antes dele, no palco interno da mesma casa, descobri o DMG$ (fala-se damaged goods), dupla de MCs do Texas acompanhada pelo DJ alemão Xrabit, fazendo rap eletrônico, atualizando pra um padrão maximal o rave rap do início dos anos 90. Durante o show - que pegamos já quase no final - eu só pensava "nossa, preciso tocar essa porra no Neu LOGO".
Na mesma festa, ainda teve o Themselves, dupla formada por Jel e Doseone, membros-chave da cena Anticon. Já tinha visto os dois juntos no palco num show do Subtle. Despido de banda, o som continua impressionante. Jel é o ligeirinho da MPC e o Doseone tem um flow alucinado. Depois, vi um pouco do show do Fol Chen, molecada fantasiada claramente inspirada pelo Architecture in Helsinki e, principalmente, Of Montreal. Show lega pra uma tarde ensolarada.
De lá, pra ver o Mae Shi. No ano passado, quem acompanhou o bima no Texas, tem idéia do quanto eu fiquei impressionado com esses caras ao vivo. Dessa vez, tirei a prova dos nove e levei testemunha.
De noite, rolou uma passada no The Rio Grande pra ver o Nancy fazer um belo show numa noite brasileira capenga. O lugar é um restaurante mexicano meio fora do eixo, ou seja, fora alguns gatos pingados, eles tocaram pra quem tava comendo lá, que não devem ter gostado da barulheira que eles aprontaram. Outros brasileiros se apresentaram, mas não fiquei pra ver. Tava deprê.
Pricipalmente de noite, aqui você tem que ter plano A, B e C. Plano A: colar no Mohawk e ver Themselves, Yoni, The Chap e Dosh, entre outros, abortado por falta de espaço. Plano B: show do Decemberists no Stubb's, também abortado por causa da fila gigantesca. Restou o plano C, que gerou o grande momento do dia: o show do Parenthetical Girls no showcase da Tomlab. Bom, tinha que falar horas sobre esse show, mas tenho que sair agora porque o dia vai ser longo.
A surpresa - ou nem tanto - é que vários brasileiros não apareceram. Não se sabia do Canja Rave - nem se vieram de fato - nem do Vinil Laranja, que está na cidade, mas não foi ao show. Se pá não tavam ligados. Ontem vi o David, da BM&A, reclamando que as bandas brasileiras não leem email. Tipo, os caras conseguem o mais difícil que é chegar aqui e não aparecem no show, ou não se ligam que têm que providenciar backline.
De qualquer forma, foi uma tarde agradável, com cerveja grátis e público crescente, que culminou com um show devastador do Holger. De fato, o Pato Fu não conseguiu vistos pra vir pra cá e os moleques supriram a posição de headliners da tarde como competência de veteranos e entusiasmo de quem ainda não consegue acreditar no que está se passando. Foi foda. Emoção fudida, uma hora em que o Pedro olhou pra mim com cara de "meu, isso tá acontecendo". Pata, tomado, passou mais da metade do show no chão e a guitarra do Tché é cada vez mais absurda. Muitos gringos assistindo. Belo primeiro passo pra uma carreira internacional.
Antes deles, nesse palco, vi o River Raid com um show competente, ainda pra poucas pessoas, mas com momentos VA de "this is rock and roll, baby" entre as músicas, e o La Pupuña, que conquistou o povo com sua surf music amazônica.
De tarde, ainda sobrou tempo pra alguns petardos. Yoni Wolf, do Why?, em show solo, só teclado e voz apresentou algumas músicas do disco novo da banda, que deve sair em setembro. No final do curto show ele emendou a dobradinha "The Hollows" e "These Few Presidents", duas das melhores do Alopecia. Fino. Antes dele, no palco interno da mesma casa, descobri o DMG$ (fala-se damaged goods), dupla de MCs do Texas acompanhada pelo DJ alemão Xrabit, fazendo rap eletrônico, atualizando pra um padrão maximal o rave rap do início dos anos 90. Durante o show - que pegamos já quase no final - eu só pensava "nossa, preciso tocar essa porra no Neu LOGO".
Na mesma festa, ainda teve o Themselves, dupla formada por Jel e Doseone, membros-chave da cena Anticon. Já tinha visto os dois juntos no palco num show do Subtle. Despido de banda, o som continua impressionante. Jel é o ligeirinho da MPC e o Doseone tem um flow alucinado. Depois, vi um pouco do show do Fol Chen, molecada fantasiada claramente inspirada pelo Architecture in Helsinki e, principalmente, Of Montreal. Show lega pra uma tarde ensolarada.
De lá, pra ver o Mae Shi. No ano passado, quem acompanhou o bima no Texas, tem idéia do quanto eu fiquei impressionado com esses caras ao vivo. Dessa vez, tirei a prova dos nove e levei testemunha.
De noite, rolou uma passada no The Rio Grande pra ver o Nancy fazer um belo show numa noite brasileira capenga. O lugar é um restaurante mexicano meio fora do eixo, ou seja, fora alguns gatos pingados, eles tocaram pra quem tava comendo lá, que não devem ter gostado da barulheira que eles aprontaram. Outros brasileiros se apresentaram, mas não fiquei pra ver. Tava deprê.
Pricipalmente de noite, aqui você tem que ter plano A, B e C. Plano A: colar no Mohawk e ver Themselves, Yoni, The Chap e Dosh, entre outros, abortado por falta de espaço. Plano B: show do Decemberists no Stubb's, também abortado por causa da fila gigantesca. Restou o plano C, que gerou o grande momento do dia: o show do Parenthetical Girls no showcase da Tomlab. Bom, tinha que falar horas sobre esse show, mas tenho que sair agora porque o dia vai ser longo.
17 de mar. de 2009
que dia é hoje mesmo?
O bima andou completamente desatualizado nas últimas semanas, mas tive meu motivos: Neu com menos um sócio (Gui viajando), semana pré-viagem na vida pessoal e na Trama. Resumindo: tô em Austin e tive que comprar escova de dentes e protetor solar, entre outros itens que esqueci por causa da correria. Bom, agora que tô aqui, aguenta. Vou tentar, como fiz no ano passado, atualizar isso aqui regularmente, num esquema "querido diário", porque se pá, é o único jeito de traduzir o que é essa porra toda que acontece aqui. O South by Southwest é um festival diferente pra cada pessoa. Aqui, vocês vão ver o meu.
9 de mar. de 2009
peneirada
Depois do funil dos vistos (gente como Macaco Bong e Black Drawing Chalks rodou) e da grana, ficou assim a participação brazuca no South by Southwest:
Wednesday, March 18
Beauty Bar
617 E 7th St
DAY PARTY -- Brazilian Rock and Guests
12pm - Vinil Laranja (Brazil) http://www.myspace.com/vinillaranja
1pm - Canja Rave (Brazil) http://www.myspace.com/canjaraveoficial
1:45pm - The River Raid (Brazil) http://www.myspace.com/riverraid
2:30pm - La Pupuna (Brazil) http://www.myspace.com/lapupuna
3:45pm - Banda de Turistas (Argentina) http://www.myspace.com/bandadeturistas
4:30pm - Deleted Scenes (USA) http://www.myspace.com/deletedscenes
5:15pm - Pato Fu (Brazil) http://www.myspace.com/patofu
The Rio
301 San Jacinto Blvd.
Brazil Center of LLILAS at UT Austin Presents
8pm - Vandex http://www.myspace.com/vandex1
9pm - Nancy http://www.myspace.com/lixorama
10pm - Tita Lima http://www.myspace.com/titalima
11pm - Canja Rave
12am - Oxé http://www.myspace.com/bandaoxe
1am - Erika Machado http://www.myspace.com/erikamachado
Rusty Spurs
405 E 7th St
12am - The Twelves http://www.myspace.com/thetwelves
Thursday, March 19
Momo’s
618 W 6th St
All Music is World Music Showcase
8pm - Pato Fu
Emo Jr’s
603 Red River
8:50 - Garotas Suecas http://www.myspace.com/garotassuecas
Friday, March 20
Copa
217 Congress
WOMEX Showcase
9pm - La Pupuña
The Rio
301 San Jacinto Blvd.
10pm - Cassim & Barbaria http://www.myspace.com/cassimf
Opal Devine’s
700 W 6th St
11pm - S.O.M.B.A. http://www.myspace.com/sombabh
AFTER HOURS CAIPIRINHA PARTY -- Palm Door
401 Sabine St
Sponsored by Green ShoeLace & Three Olives
0:30am - Calumet-Hecla (USA) http://www.myspace.com/calumethecla
1:15am - Nancy (Brazil)
2am - Pterodactyl (USA) http://www.myspace.com/pterodactyl
2:45am - Holger (Brazil) http://www.myspace.com/myholger
3:30am - Starfucker (USA) http://www.myspace.com/starfuckerss
4:15am - Max Tundra (UK) http://www.myspace.com/maxtundra
5am - Los Pirata (Brazil) http://www.myspace.com/lospirata
Saturday, March 21
DAY PARTY -- Central Presbyterian Church
200 E 8th St
New Singer/Songwriters from Brazil!
2pm - Tita Lima
2:40pm - Stephanie Toth http://www.myspace.com/stephanietothmusic
3:15pm - Erika Machado
3:50pm - Kristoff Silva http://www.myspace.com/kristoffsilva
4:25pm - Cassim & Barbária
Copa
217 Congress
9pm - Alexandre Grooves http://www.myspace.com/alexandregrooves
1am = Kristoff Silva
Fuze
505 Neches
8pm - The River Raid
9pm - Los Pirata
Club 115
115 San Jacinto Blvd
9pm - Holger
Opal Divine’s
700 W 6th
10pm - Café Funque http://www.myspace.com/cafefunque
Maggie Mae’s
323 E 6th St
Midnight - Vinil Laranja
vale notar:
1. Desta vez a BM&A marca presença não só como expositora na feira, mas apoiando algumas festas extra-oficiais, como a tarde na Central Presbiterian Chuch
2. A festa Caipirinha After Hours promete ser uma demência. Vai ter caipirinha grátis, vai durar a madrugada toda, brasileiros como Holger e Nancy tocando ao lado de gente como Max Tundra e Starfucker. De quebra, ouvi dizer que um DJ do Neu vai tocar entre as bandas
3. O único show do Garotas Suecas neste calendário, passado pela assessoria contratada pela BM&A é o oficial, mas, pelo que ouvi do empresário deles, eles vão fazer umas sete apresentações. De longe, é a banda mais brasileira com mais destaque no festival
4. A presença do Pato Fu ainda não tá 100% certa
Wednesday, March 18
Beauty Bar
617 E 7th St
DAY PARTY -- Brazilian Rock and Guests
12pm - Vinil Laranja (Brazil) http://www.myspace.com/vinillaranja
1pm - Canja Rave (Brazil) http://www.myspace.com/canjaraveoficial
1:45pm - The River Raid (Brazil) http://www.myspace.com/riverraid
2:30pm - La Pupuna (Brazil) http://www.myspace.com/lapupuna
3:45pm - Banda de Turistas (Argentina) http://www.myspace.com/bandadeturistas
4:30pm - Deleted Scenes (USA) http://www.myspace.com/deletedscenes
5:15pm - Pato Fu (Brazil) http://www.myspace.com/patofu
The Rio
301 San Jacinto Blvd.
Brazil Center of LLILAS at UT Austin Presents
8pm - Vandex http://www.myspace.com/vandex1
9pm - Nancy http://www.myspace.com/lixorama
10pm - Tita Lima http://www.myspace.com/titalima
11pm - Canja Rave
12am - Oxé http://www.myspace.com/bandaoxe
1am - Erika Machado http://www.myspace.com/erikamachado
Rusty Spurs
405 E 7th St
12am - The Twelves http://www.myspace.com/thetwelves
Thursday, March 19
Momo’s
618 W 6th St
All Music is World Music Showcase
8pm - Pato Fu
Emo Jr’s
603 Red River
8:50 - Garotas Suecas http://www.myspace.com/garotassuecas
Friday, March 20
Copa
217 Congress
WOMEX Showcase
9pm - La Pupuña
The Rio
301 San Jacinto Blvd.
10pm - Cassim & Barbaria http://www.myspace.com/cassimf
Opal Devine’s
700 W 6th St
11pm - S.O.M.B.A. http://www.myspace.com/sombabh
AFTER HOURS CAIPIRINHA PARTY -- Palm Door
401 Sabine St
Sponsored by Green ShoeLace & Three Olives
0:30am - Calumet-Hecla (USA) http://www.myspace.com/calumethecla
1:15am - Nancy (Brazil)
2am - Pterodactyl (USA) http://www.myspace.com/pterodactyl
2:45am - Holger (Brazil) http://www.myspace.com/myholger
3:30am - Starfucker (USA) http://www.myspace.com/starfuckerss
4:15am - Max Tundra (UK) http://www.myspace.com/maxtundra
5am - Los Pirata (Brazil) http://www.myspace.com/lospirata
Saturday, March 21
DAY PARTY -- Central Presbyterian Church
200 E 8th St
New Singer/Songwriters from Brazil!
2pm - Tita Lima
2:40pm - Stephanie Toth http://www.myspace.com/stephanietothmusic
3:15pm - Erika Machado
3:50pm - Kristoff Silva http://www.myspace.com/kristoffsilva
4:25pm - Cassim & Barbária
Copa
217 Congress
9pm - Alexandre Grooves http://www.myspace.com/alexandregrooves
1am = Kristoff Silva
Fuze
505 Neches
8pm - The River Raid
9pm - Los Pirata
Club 115
115 San Jacinto Blvd
9pm - Holger
Opal Divine’s
700 W 6th
10pm - Café Funque http://www.myspace.com/cafefunque
Maggie Mae’s
323 E 6th St
Midnight - Vinil Laranja
vale notar:
1. Desta vez a BM&A marca presença não só como expositora na feira, mas apoiando algumas festas extra-oficiais, como a tarde na Central Presbiterian Chuch
2. A festa Caipirinha After Hours promete ser uma demência. Vai ter caipirinha grátis, vai durar a madrugada toda, brasileiros como Holger e Nancy tocando ao lado de gente como Max Tundra e Starfucker. De quebra, ouvi dizer que um DJ do Neu vai tocar entre as bandas
3. O único show do Garotas Suecas neste calendário, passado pela assessoria contratada pela BM&A é o oficial, mas, pelo que ouvi do empresário deles, eles vão fazer umas sete apresentações. De longe, é a banda mais brasileira com mais destaque no festival
4. A presença do Pato Fu ainda não tá 100% certa
17 de fev. de 2009
no pau de sebo
Agora que o schedule tá definido, já dá pra falar um pouco sobre a invasão brasileira no South by Southwest deste ano. Em primeiro lugar, o lance parece um pouco mais estruturado, com bandas e produtores mais espertos - e alguns gringos já mais ligados no que o Brasil tem a oferecer nos campos musicais que vão um pouco além da macumba pra turista.
A programação oficial é só uma parte do que rola no festival. Eu tô ligado que muitos destes artistas já se agilizaram em eventos paralelos e até eu mesmo vou dar uma palhinha discotecando em um deles (segura, haha). Falo mais sobre eles logo mais.
No plano oficial, algumas bandas se deram bem e outras nem tanto com a escalação, que pode ajudar ou não na função de pau de sebo do festival. Olha só como ficaram minhas favoritas:
Black Drawing Chalks
Abrem a noite da Get Hip Recordings, no palco interno do Habana Calle 6, que vai contar também com o DT's e o portuga Legendary Tiger Man. O espaço é bem pequeno, mas tem localização privilegiada, na 6th st, a rua principal do SXSW. Melhor ainda, o palco interno fica no caminho do palco externo, que provavelmente vai estar bombando com o showcase dos selos canadenses Last Gang e Paperbag.
The Twelves
Recém-assinados com a Windish, um dos mais importantes booking agents do mundo, eles tocam em horário nobre, logo após o Miami Horror, em uma noite só de música eletrônica no bem localizado Rusty Spurs - um clube de cowboys gays que também vira palco de apresentações do festival.
Holger
A noite deles é uma incógnita. Tem de eletrônico japonês a glam rock alemão. Entre as bandas, tem o legal Fools Gold, logo antes dos brasileiros, e uma promessa inglesa, Thecockndbullkid. O show é no Club 115, que fica a umas 4 quadras da 6th st, o que é sempre desfavorável, mas a noite pode surpreender.
Nancy
Esses se deram mal. Caíram na mesma noite brazuca balaio de gatos que foi um fiasco no ano passado. O público que cola na casa espera ouvir música brasileira numa "Brazilian Night", e a acaba saindo fora quando vê banda de rock tocando. Ao mesmo tempo, o público que poderia se interessar pelo som da banda nem se dá ao trabalho de ir a uma noite de "world music". O bom é que eles talvez possam contar com uma forcinha dos blogs gringos que já se encantaram com o som deles. Vamos ver se isso vai atrair um público interessado.
Macaco Bong
Esses se deram bem. O show vai ser no Spiro's, que fica na Red River, bem entre o Stubs e o Emo's duas das principais casas de show do festival. De quebra, quem fecha a noite deles é o Dillinger Escape Plan. Vão ser vistos nem que não queiram.
Garotas Suecas
Assinados com a Panache Booking, esses tão bem encaminhados. Tocam no showcase da agência no Emo's Jr, que nada mais é que uma tenda na esquina mais nobre do festival, em frente ao Emo's. A mesma noite o Oh Sees, banda hypada e tal. Outros que vão ser bem vistos.
Cassim & Barbária
Toca entre bandas norueguesas e californianas, todas desconhecidas, no mesmo pico em que rola a noite brazuca, o The Rio. Sem previsões.
La Pupuña
Noite de world music, no mesmo pico em que o Holger vai tocar. Também sem previsões.
Também tocam no SXSW: Pato Fu, Telerama, Vandex, Oxe, Erika Machado, River Raid, Los Pirata, Canja Rave, Tita Lima, N.A.S.A (bom, esse é metade), e acho que alguns outros que nem devo conhecer...
A programação oficial é só uma parte do que rola no festival. Eu tô ligado que muitos destes artistas já se agilizaram em eventos paralelos e até eu mesmo vou dar uma palhinha discotecando em um deles (segura, haha). Falo mais sobre eles logo mais.
No plano oficial, algumas bandas se deram bem e outras nem tanto com a escalação, que pode ajudar ou não na função de pau de sebo do festival. Olha só como ficaram minhas favoritas:
Black Drawing Chalks
Abrem a noite da Get Hip Recordings, no palco interno do Habana Calle 6, que vai contar também com o DT's e o portuga Legendary Tiger Man. O espaço é bem pequeno, mas tem localização privilegiada, na 6th st, a rua principal do SXSW. Melhor ainda, o palco interno fica no caminho do palco externo, que provavelmente vai estar bombando com o showcase dos selos canadenses Last Gang e Paperbag.
The Twelves
Recém-assinados com a Windish, um dos mais importantes booking agents do mundo, eles tocam em horário nobre, logo após o Miami Horror, em uma noite só de música eletrônica no bem localizado Rusty Spurs - um clube de cowboys gays que também vira palco de apresentações do festival.
Holger
A noite deles é uma incógnita. Tem de eletrônico japonês a glam rock alemão. Entre as bandas, tem o legal Fools Gold, logo antes dos brasileiros, e uma promessa inglesa, Thecockndbullkid. O show é no Club 115, que fica a umas 4 quadras da 6th st, o que é sempre desfavorável, mas a noite pode surpreender.
Nancy
Esses se deram mal. Caíram na mesma noite brazuca balaio de gatos que foi um fiasco no ano passado. O público que cola na casa espera ouvir música brasileira numa "Brazilian Night", e a acaba saindo fora quando vê banda de rock tocando. Ao mesmo tempo, o público que poderia se interessar pelo som da banda nem se dá ao trabalho de ir a uma noite de "world music". O bom é que eles talvez possam contar com uma forcinha dos blogs gringos que já se encantaram com o som deles. Vamos ver se isso vai atrair um público interessado.
Macaco Bong
Esses se deram bem. O show vai ser no Spiro's, que fica na Red River, bem entre o Stubs e o Emo's duas das principais casas de show do festival. De quebra, quem fecha a noite deles é o Dillinger Escape Plan. Vão ser vistos nem que não queiram.
Garotas Suecas
Assinados com a Panache Booking, esses tão bem encaminhados. Tocam no showcase da agência no Emo's Jr, que nada mais é que uma tenda na esquina mais nobre do festival, em frente ao Emo's. A mesma noite o Oh Sees, banda hypada e tal. Outros que vão ser bem vistos.
Cassim & Barbária
Toca entre bandas norueguesas e californianas, todas desconhecidas, no mesmo pico em que rola a noite brazuca, o The Rio. Sem previsões.
La Pupuña
Noite de world music, no mesmo pico em que o Holger vai tocar. Também sem previsões.
Também tocam no SXSW: Pato Fu, Telerama, Vandex, Oxe, Erika Machado, River Raid, Los Pirata, Canja Rave, Tita Lima, N.A.S.A (bom, esse é metade), e acho que alguns outros que nem devo conhecer...
comofas?
Wednesday, March 18th
02:00 PM
DD/MM/YYYY at SESAC Day Stage Cafe Austin Convention Center
07:00 PM
Black Drawing Chalks at Habana Calle 6
08:00 PM
Edie Sedgwick at Wave
08:30 PM
Jel at Mohawk
09:00 PM
Nancy at The Rio
09:00 PM
Starfucker at Radio Room
09:50 PM
Restiform Bodies at Mohawk
10:00 PM
Alaska in Winter at Volume
11:30 PM
Yoni Wolf (of WHY?) at Mohawk
12:00 AM
The Chap at Mohawk
12:00 AM
The Decemberists at Stubb's
12:00 AM
The Twelves at Rusty Spurs
12:00 AM
Viva Voce at Radio Room
12:15 AM
Parenthetical Girls at Beauty Bar Backyard
01:00 AM
A-Trak at Speakeasy Kabaret
01:00 AM
Themselves at Mohawk
Thursday, March 19th
TBA
Flosstradamus at Opal Divine's Freehouse
TBA
Grand Archives at Radio Room
TBA
Handsome Furs at Radio Room Patio
TBA
Lemonade at Aces Lounge Control
TBA
Macaco Bong at Spiro's Amphitheater Control
TBA
Matt & Kim at Opal Divine's Freehouse
TBA
No Age at Radio Room Patio
TBA
The Dillinger Escape Plan at Spiro's Amphitheater
05:00 PM
SXSW Featured Speakers: Devo at 18ABC
08:00 PM
A Hawk And A Hacksaw at Habana Bar
08:00 PM
Chikita Violenta at The Music Gym Patio
08:00 PM
Ecstatic Sunshine at Volume Control
08:00 PM
Ninjasonik at Beauty Bar
08:00 PM
Radioclit at Beauty Bar Backyard
08:30 PM
Grizzly Bear at Central Presbyterian Church
08:30 PM
Team Robespierre at Beauty Bar
08:45 PM
Lesser Gonzalez Alvarez at Volume Control
09:00 PM
Dirty Projectors at Emo's Annex
09:00 PM
Howe Gelb at Continental Club
09:00 PM
Shuttle at Speakeasy Kabaret
09:00 PM
Stars Like Fleas at Habana Bar
09:15 PM
Julie Doiron at Mohawk
09:30 PM
The Death Set at Beauty Bar
10:00 PM
Hello Seahorse at Flamingo Cantina
10:00 PM
Herman Dune at Buffalo Billiards
10:00 PM
Lemonade at The Music Gym Patio
10:15 PM
Adventure at Volume
10:15 PM
Juiceboxxx at Beauty Bar
10:30 PM
BLK JKS at Mohawk Patio
10:30 PM
HEARTSREVOLUTION at Beauty Bar Backyard
11:00 PM
Andrew Bird at Stubb's
11:00 PM
Ear Pwr at Volume
11:00 PM
Efterklang at Habana Bar
11:00 PM
These Are Powers at Mohawk
11:00 PM
Vivian Girls at Maggie Mae's Rooftop
11:35 PM
Akron/Family at Mohawk Patio
11:45 PM
Thunderheist at Beauty Bar
12:00 AM
+/- {Plus/Minus} at Prague
12:00 AM
Abe Vigoda at Red 7
12:00 AM
Buraka Som Sistema at Flamingo Cantina
12:00 AM
Busdriver at The Independent
12:00 AM
King Khan & the Shrines at El Sol y La Luna
12:00 AM
Little Boots at Emo's Annex
12:00 AM
My Latest Novel at The Ranch
12:00 AM
Passion Pit at Emo's Main Room
12:00 AM
Wavves at The Music Gym Patio
12:00 AM
Women at Mohawk
12:05 AM
Oh Sees at Emo's Jr
01:00 AM
Bearsuit at Rusty Spurs
01:00 AM
Drop The Lime at Beauty Bar Backyard
01:00 AM
Max Tundra at The Music Gym Patio
Friday, March 20th
TBA
Black Lips at Emo's Main Room
TBA
Crystal Antlers at Flamingo Cantina
TBA
Pelican at Emo's Annex
TBA
Tittsworth at Beauty Bar
TBA
Treasure Fingers at Beauty Bar
08:00 PM
Chin Chin at Club de Ville
08:00 PM
Dent May & His Magnificent Ukulele at Antone's
08:45 PM
Beach House at Cedar Street Courtyard
09:00 PM
Wildbirds & Peacedrums at Antone's
09:30 PM
Camera Obscura at La Zona Rosa
10:35 PM
Thunderheist at Club de Ville
11:00 PM
Loney Dear at Habana Calle 6 Patio
11:00 PM
Mirah at Antone's
11:10 PM
Chin Chin at Scoot Inn
11:45 PM
Grizzly Bear at Cedar Street Courtyard
12:00 AM
DEVO at Austin Music Hall
12:00 AM
Jason Lytle at Central Presbyterian Church
12:00 AM
Lady Sovereign at Club de Ville
12:00 AM
Wovenhand at Spiro's
12:05 AM
Japanther at Headhunters
12:45 AM
Dinosaur Jr at Cedar Street Courtyard
01:00 AM
NOMO at Antone's
01:00 AM
Okkervil River at The Parish
01:00 AM
YACHT at Speakeasy
01:15 AM
Cadence Weapon at The Music Gym Patio
Saturday, March 21st
TBA
Blaqstarr at Friends
TBA
Buraka Som Sistema at Volume
TBA
Daniel Johnston at Emo's Main Room
TBA
Eugene Mirman at The Velveeta Room
TBA
Eugene Mirman at Esther's Follies
TBA
Explosions in the Sky at Auditorium Shores Stage (Lady Bird Lake)
TBA
Lou Barlow w/ Imaad Wasif at The Parish
03:00 PM
The Spinto Band at SESAC Day Stage Cafe Austin Convention Center
09:00 PM
AIDS Wolf at Mohawk Patio Control
09:00 PM
Holger at Club 115
11:00 PM
Buck 65 at Scoot Inn
11:00 PM
LA Riots at Radio Room Patio
11:00 PM
The Mae Shi at Mohawk Patio
12:00 AM
HEALTH at Mohawk Patio
12:00 AM
Indian Jewelry at The Independent
12:00 AM
Ponytail at Club de Ville
01:00 AM
Monotonix at Mohawk Patio
01:00 AM
MSTRKRFT at Radio Room Patio
02:00 PM
DD/MM/YYYY at SESAC Day Stage Cafe Austin Convention Center
07:00 PM
Black Drawing Chalks at Habana Calle 6
08:00 PM
Edie Sedgwick at Wave
08:30 PM
Jel at Mohawk
09:00 PM
Nancy at The Rio
09:00 PM
Starfucker at Radio Room
09:50 PM
Restiform Bodies at Mohawk
10:00 PM
Alaska in Winter at Volume
11:30 PM
Yoni Wolf (of WHY?) at Mohawk
12:00 AM
The Chap at Mohawk
12:00 AM
The Decemberists at Stubb's
12:00 AM
The Twelves at Rusty Spurs
12:00 AM
Viva Voce at Radio Room
12:15 AM
Parenthetical Girls at Beauty Bar Backyard
01:00 AM
A-Trak at Speakeasy Kabaret
01:00 AM
Themselves at Mohawk
Thursday, March 19th
TBA
Flosstradamus at Opal Divine's Freehouse
TBA
Grand Archives at Radio Room
TBA
Handsome Furs at Radio Room Patio
TBA
Lemonade at Aces Lounge Control
TBA
Macaco Bong at Spiro's Amphitheater Control
TBA
Matt & Kim at Opal Divine's Freehouse
TBA
No Age at Radio Room Patio
TBA
The Dillinger Escape Plan at Spiro's Amphitheater
05:00 PM
SXSW Featured Speakers: Devo at 18ABC
08:00 PM
A Hawk And A Hacksaw at Habana Bar
08:00 PM
Chikita Violenta at The Music Gym Patio
08:00 PM
Ecstatic Sunshine at Volume Control
08:00 PM
Ninjasonik at Beauty Bar
08:00 PM
Radioclit at Beauty Bar Backyard
08:30 PM
Grizzly Bear at Central Presbyterian Church
08:30 PM
Team Robespierre at Beauty Bar
08:45 PM
Lesser Gonzalez Alvarez at Volume Control
09:00 PM
Dirty Projectors at Emo's Annex
09:00 PM
Howe Gelb at Continental Club
09:00 PM
Shuttle at Speakeasy Kabaret
09:00 PM
Stars Like Fleas at Habana Bar
09:15 PM
Julie Doiron at Mohawk
09:30 PM
The Death Set at Beauty Bar
10:00 PM
Hello Seahorse at Flamingo Cantina
10:00 PM
Herman Dune at Buffalo Billiards
10:00 PM
Lemonade at The Music Gym Patio
10:15 PM
Adventure at Volume
10:15 PM
Juiceboxxx at Beauty Bar
10:30 PM
BLK JKS at Mohawk Patio
10:30 PM
HEARTSREVOLUTION at Beauty Bar Backyard
11:00 PM
Andrew Bird at Stubb's
11:00 PM
Ear Pwr at Volume
11:00 PM
Efterklang at Habana Bar
11:00 PM
These Are Powers at Mohawk
11:00 PM
Vivian Girls at Maggie Mae's Rooftop
11:35 PM
Akron/Family at Mohawk Patio
11:45 PM
Thunderheist at Beauty Bar
12:00 AM
+/- {Plus/Minus} at Prague
12:00 AM
Abe Vigoda at Red 7
12:00 AM
Buraka Som Sistema at Flamingo Cantina
12:00 AM
Busdriver at The Independent
12:00 AM
King Khan & the Shrines at El Sol y La Luna
12:00 AM
Little Boots at Emo's Annex
12:00 AM
My Latest Novel at The Ranch
12:00 AM
Passion Pit at Emo's Main Room
12:00 AM
Wavves at The Music Gym Patio
12:00 AM
Women at Mohawk
12:05 AM
Oh Sees at Emo's Jr
01:00 AM
Bearsuit at Rusty Spurs
01:00 AM
Drop The Lime at Beauty Bar Backyard
01:00 AM
Max Tundra at The Music Gym Patio
Friday, March 20th
TBA
Black Lips at Emo's Main Room
TBA
Crystal Antlers at Flamingo Cantina
TBA
Pelican at Emo's Annex
TBA
Tittsworth at Beauty Bar
TBA
Treasure Fingers at Beauty Bar
08:00 PM
Chin Chin at Club de Ville
08:00 PM
Dent May & His Magnificent Ukulele at Antone's
08:45 PM
Beach House at Cedar Street Courtyard
09:00 PM
Wildbirds & Peacedrums at Antone's
09:30 PM
Camera Obscura at La Zona Rosa
10:35 PM
Thunderheist at Club de Ville
11:00 PM
Loney Dear at Habana Calle 6 Patio
11:00 PM
Mirah at Antone's
11:10 PM
Chin Chin at Scoot Inn
11:45 PM
Grizzly Bear at Cedar Street Courtyard
12:00 AM
DEVO at Austin Music Hall
12:00 AM
Jason Lytle at Central Presbyterian Church
12:00 AM
Lady Sovereign at Club de Ville
12:00 AM
Wovenhand at Spiro's
12:05 AM
Japanther at Headhunters
12:45 AM
Dinosaur Jr at Cedar Street Courtyard
01:00 AM
NOMO at Antone's
01:00 AM
Okkervil River at The Parish
01:00 AM
YACHT at Speakeasy
01:15 AM
Cadence Weapon at The Music Gym Patio
Saturday, March 21st
TBA
Blaqstarr at Friends
TBA
Buraka Som Sistema at Volume
TBA
Daniel Johnston at Emo's Main Room
TBA
Eugene Mirman at The Velveeta Room
TBA
Eugene Mirman at Esther's Follies
TBA
Explosions in the Sky at Auditorium Shores Stage (Lady Bird Lake)
TBA
Lou Barlow w/ Imaad Wasif at The Parish
03:00 PM
The Spinto Band at SESAC Day Stage Cafe Austin Convention Center
09:00 PM
AIDS Wolf at Mohawk Patio Control
09:00 PM
Holger at Club 115
11:00 PM
Buck 65 at Scoot Inn
11:00 PM
LA Riots at Radio Room Patio
11:00 PM
The Mae Shi at Mohawk Patio
12:00 AM
HEALTH at Mohawk Patio
12:00 AM
Indian Jewelry at The Independent
12:00 AM
Ponytail at Club de Ville
01:00 AM
Monotonix at Mohawk Patio
01:00 AM
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