13/11/2009

nhé

Essa mina é foda. Infelizmente, perdi o sow em Montreal.


tUne-YaRds

29/10/2009

o futuro (do pretérito) do funk


O dubstep, o grime e o UK funky, como todo gênero musical, evoluíram e começam a gerar suas crias. Deles, brotou um filhote ainda em formação, que vem sendo chamado de funkstep ou dubbage. Pense em algo como dubstep descobre Prince e você começa a entender do que estou falando. Adicione house, R&B e até soca à mistura e temos uma versão do gênero que não espanta as garotas da pista. A última edição da XLR8R deu capa ao tal funk mutante, apresentando Geeneus, Roska e Cooly G como destaques da cena. Enquanto isso, o blog Masala aponta para o pessoal que está misturando o UK funky com dancehall.

Em outros cantos do mundo, o funk renasce olhando pra trás. De Los Angeles, Dâm-Funk capitanea a onda tomando como base o electro-funk do começo dos anos 80. Daí, em menor ou menor grau, os novos funkeiros conduzem o gênero por caminhos diversos e às vezes improváveis, utilizando-o mesclado a psicodelia, idm, colagens ou o que for. Vale prestar atenção em gente como Sweat.X (do hit "I'm That Alley"), Gosub, Jimmy Edgar, Nite Jewel, Rustie... Até mesmo o Hudson Mohawke bebe bastante nessa fonte. Então se prepara pra dançar e, como eles todos, redescobrir o Egyptian Lover dentro de você.

22/10/2009

pop montreal - dia 5

Dia de Piknic Életronik. Trata-se de uma festa que rola todos os domingo durante o verão e início do outono no parque Jean Drapeau, em uma ilha, de frente pra cidade. O lugar é incrível e a vibe nem se fala. Esse ano, esta data do Piknic foi incorporada ao festival. Pena que tava chovendo. De qualquer forma, colei pra ver o Valeo. Pena que ele não conseguiu vir para o Brasil com o Poirier, porque ele destrói. Manda funk carioca, kuduro, cumbia digital, dubstep, reggaeton e o que mais viesse num set impecável. Missão 2010: coseguir trazê-lo pra tocar na Explode. Depois teve o DJ/Rupture, que esfriou o clima com meia hora de cumbia roots antes de entrar num set fraquinho. Fugi da chuva e fui descansar pra noite.

Fui passar o som - sim, DJ também passa o som, haha - e descobri que, além do Lemonade e do Cadence Weapon, o Tanlines também tocaria. Massa, porque não os tinha visto abrindo para Os Mutantes, por razões óbvias. Descobri também que ia tocar com o equipamento do Cadence Weapon. Beleza.

Era a festa de encerramento do festival, só pra convidados, bandas, organizadores e voluntários. O local era o mesmo Clube Lambi onde o Holger tinha tocado na primeira noite, casa pra umas 500 pessoas. Quem abriu foi o Lemonade, pegando a casa enchendo aos poucos e o público começando a esquentar. Mas, ao contrário da noite anterior, fizeram um show cabuloso. As músicas do disco novo, que ainda não tá pronto, conseguem ser melhores que as do primeiro, e som é um dançante encontro entre a Madchester do Happy Mondays e o revival pós-punk nova-iorquino de gente como o !!!. Tudo temperado com influências globais, principalmente latinas e asiáticas. E um baterista que é um monstro.

Tanlines foi ainda melhor. A dupla do Brooklyn foi abraçada por um quem é quem do hype - os selos True Panther Sounds (Girls, Lemonade) e Young Turks (XX, Wavves, El Guincho), faixa em coletâea da Kitsuné - e, incrivelmente, não soa como nada que poderia alcançar tal feito. Mistura eletrônica lo-fi com com beats programados e guitarra e percussão tocadas ao vivo, produzindo um som ao mesmo tempo hipnótico e dançante.

Aí veio o Cadence Weapon. Esse eu já tinha visto no Texas e sabia que era foda. Mas em casa - ele é de Edmonton, mas vive em Montreal - o jogo tava mais que ganho. Ainda mais com o clima de festa que rolava. O cara é muito bom no palco. O público vai junto. Acabado o show, ele o DJ começaram a festa, e começaram a invadir meu horário. Beleza, tava me divertindo. Aí o stage manager surtou e praticamente expulsou-os de lá.

Então entrei pra fazer meu set e foi uma loucura. Não dá pra descrever muito porque fiquei naquele transe de palco fudido. Só sei que na segunda música o palco já tava lotado de gente dançando, incluindo o pessoal das três bandas anteriores. Foi inacreditável. Nunca esperava uma recepção assim. O clima se manteve mesmo com as luzes do clube acesas. Aí, quando não dava mais pra segurar, cortaram meu som e saí aplaudido, tipo show. Incrível.

Seguiu-se então uma sequência de conversas surreais pra mim. Tipo o Cadence Weapon e o DJ dizendo que, se soubessem que ia ser tão bom, teriam saído bem antes. Ou o baterista do Lemonade surtando porque toquei De Lorean com Deize Tigrona. E a equipe do clube dizendo que foi a primeira vez que eles viram alguém conseguir tocar depois do Cadence Weapon. Ou um dos Tanlines perguntando sobre minhas tours na Europa. Haha. Pra terminar, ainda teve uma after party na Federação Ucraniana. E fui dormir às 9 da manhã. Esperando o festival do ano que vem.

14/10/2009

pop montreal - dia 4

Dia intenso. Começou comigo participando de dois debates. O primeiro, junto com Don Wilkie (Constellation Records, de Montreal), Violaine Didier (Nuits Sonores Festival, de Lion), Maximillian Lawrence (Space 1026, da Filadélfia) e Kalle Lundgren (Pitch & Smith Booking Agency, de Estocolmo) tinha como tema "Ecologia de uma cena: cultura independente de Estcolmo a São Paulo". A contraposição de diferentes realidades e ecossistemas foi bem interessante, embora o debate tenha sido curto. O outro, foi uma série de mini-palestras discotecadas, com o tema "Música das ruas do mundo", em que dividi a mesa com os etnomusicólogos Wayne Marshall (Wayne and Wax) e Briam Shimkovitz (Awesome Tapes From Africa) e os DJs Valeo (Masala) e Jace Clayton (mais conhecido como DJ/Rupture). Sobre este, basta dizer que, se não estivesse na mesa, gostaria muito de estar na plateia, principalmente pra ver a parte de Wayne e seu "To Meme or Not To Meme", genial acompanhamento de uma certa melodia jamaicana na medida em que ela é reproduzida através dos anos em diferentes lugares e gêneros musicais. Ótimo.

Comecei a noite vendo o Faust na Federação Ucraniana. Confesso que comecei a cochilar antes de o show começar e o cochilo foi show adentro durante as primeiras músicas. Sentar em festival dá nisso. O show em si foi bom, eles tocaram clássicos e coisas novas, mas, muitas vezes, algumas coisas me pareceram caricatas - coisas que na época áurea da banda deviam ser geniais. O mais legal é ver que eles ainda se divertem no palco e acreditam no que fazem. E, pô, vou poder contar pros meus filhos - é lógico que eles não vão se interessar - que já vi "Sad Skinhead" ao vivo.

De lá, fui ver o Lemonade. Bom, vou dizer que não gostei muito desse show deles. O pior é que, no dia seguinte, a mesma banda me deixou impressionado. Então falo sobre eles no próximo post. Saí pra ver o Holger tocando em uma festa fechada. Era numa casa, na sala da casa, com cerveja e nachos grátis. A parada era caótica, ou seja, perfeita pra eles, que mais uma vez ganharam o público, apesar do som zoado.

Aí fui ver o Think About Life, que me deixou de queixo caído. O lugar tava lotado, a banda é amada na cidade. O trio é composto por um baterista, um guitarrista e o vocalista figura Martin. A vocalista do Shapes and Sizes (ela é do Miracle Fortress também, uma das bandas mais fudidas de Montreal) participou de quase todo show. O som tem muita eletrônica e o vocal parece sempre fora do lugar, Martin é um soulman sem voz com postura de rapper. Quem acompanha o Bima sabe que adoro shows em que rola simbiose entre banda e público. O Think About Life é mais um caso extremo. Stage dive, invasão de palco, inside jokes e músicas na ponta da língua da plateia. Puta show. Depois ainda rolou after party monstra no Il Motore - e carona na van do Lemonade de volta pro hotel.

09/10/2009

pop montreal - dia 3

O dia começou com uma longa caminhada até a sede da Constellation, onde pudemos comprar vinis a US$10 (ou US$15 os duplos) e ganhamos um monte de pôsteres. Depois, bagel com cream cheese na St-Viateur (dizem, e eu acredito, que os melhores do mundo são feitos nessa rua). Mas o melhor de tudo veio de noite, com show do Yo La Tengo. Disparado, o melhor do festival.

É incrível como, por duas horas seguidas, eles conseguem ser tão perfeito. E não parecem fazer nenhum esforço pra isso. E isso não quer dizer falta de vontade. A vontade está lá, estampada na cara dos três, seja nas longas viagens instrumentais, seja num punk rock barulhento. Dá gosto de ver uma banda com tantos anos de estrada ainda tocando desse jeito. E no bis ainda rolou "Speeding Motorcycle", do Daniel Johnston. E no segundo bis teve cover de um daqueles rockões do Neil Young - só não me pergunta qual era a música.

Depois, ainda deu tempo de passar pra ver o Shapes and Sizes, competentíssimo tesouro da cidade, praticando indie rock torto, com muitas nuances e uma vocalista incrível. Ainda dava pra tentar pegar o Japandroids num lugarzinho pequeno, mas eu tava morto. E precisava descansar pro fim de semana.

06/10/2009

indie no brasil é piada

Bom, o Lúcio levantou uma discussão sobre a qual vale dar meus 50 centavos, mesmo porque ele cita o "fim da Peligro" no meio dela. Algumas coisas precisam ser ditas.

1. Não existe nem nunca existiu indie no Brasil. Indie não é usar all star e gostar do Oasis. Indie não é frequentar a Funhouse ou se emocionar quando o Guab toca Radiohead. Isso é o estereotipo de indie que se criou no Brasil. Indie não é nem nunca foi um gênero musical, caralho. Indie rock é um gênero musical, assim como o indie pop. Indie é um modo de encarar a música e seu mercado. Tô num lugar, Montreal, onde realmente existe uma comunidade independente. No Brasil, só existe cena e os scenesters. O que é algo bem diferente. Aqui indie não é tribo-matéria-do-Folhateen. Indie é quem de alguma maneira se envolve com música ou arte independente em geral, seja criando, divulgando, marcando shows, escrevendo sobre, discotecando, fundando uma gravadora, abrindo um clube, fazendo pôsteres, assistindo aos shows ou o que seja, buscando uma maneira de fazer suas coisas fora do mercado corporativo. Não existe morte ou renascimento do indie no Brasil porque simplesmente ele nunca existiu. Indie brasileiro é tão ridículo quanto skinhead brasileiro. Conceitos deturpados pela falta de educação e informação da nossa classe média.

2. Aqui o indie é fã de música, não de gêneros. Tô de saco cheio de neguinho que se acha ultra-radical ficar pedindo a porra da bandinha inglesa do momento ou a mesma do MGMT toda noite. O que tem de radical nisso? E da Inglaterra só tem saído merda ultimamente - isso é outro papo, mas foda-se. Aqui, a mesma pessoa que se empolga com o pop dançante aprovado pela Pitchfork do Lemonade, assiste, na mesma noite, o DJ/Rupture misturar cumbia e dubstep. Sim, eles estão fazendo shows juntos. No Brasil, o indie é tão burro, mal-informado e limitado quanto o fã de axé ou de música sertaneja. Com um agravante: a arrogância.

3. Tive a honra de participar de um debate ao lado de Don Wilkie, um dos fundadores da Constellation Records, tremenda fonte de inspiração em tudo o que faço relacionado à música. Na tarde anterior, fui à sede da gravadora e fiquei chocado com o que eles conseguiram. Isso, cobrando preços honestos, nunca utilizando trabalho "escraviário", sempre respeitando seus consumidores, nunca fazendo concessões e sempre norteando seus lançamentos pela qualidade tanto artística - o que é subjetivo - quanto gráfica e dos materias utilizados em seus produtos. No debate, falávamos sobre comunidade independente - eu eu disse que em São Paulo não havia uma -, quando ele citou o exemplo do Godspeed You Black Emperor!, a banda que mais vendeu dentro do selo e que investiu tudo o que ganhou de volta na comunidade. Ajudaram a montar a Constellation, montaram um estúdio - o hoje famoso Hotel2Tango -, abriram um café com espaço pra shows e uma casa de shows de médio porte. Resultado: colocaram Montreal no mapa da música que importa no mundo. Se hoje a cidade exporta Arcade Fire e A-trak, Islands e Malajube, boa parte da culpa é deles, que criaram um ambiente para que a música boa florescece.

4. Fui no show do Think About Life. Você não deve conhecer a banda, embora isso poderia te fazer bem. Era longe, tava frio, um monte de bandas mais conhecidas tocavam na mesma noite. E o lugar tava lotado. Lotado de moleques surtando, fazendo stage dive, invadindo o palco. O indies velhos também tavam lá. Por que? A resposta, pra quem mora aqui, parecia óbvia: "Eles são daqui". Claro, o público local apoia as bandas locais. Tá certo que o show dos caras ajuda. Puta show, por sinal.

5. A Peligro, ao contrário do que diz o Lúcio, nunca foi uma festa indie no sentido brasileiro do termo. Era uma festa de bandas e discotecagem. Em termos de banda, recebemos do tecnobrega Tecno Show e o funk da Deize Tigrona aos inclassificáveis experimentadores como Lavajato e Índios Eletrônicos, além de muito hip hop e música eletrônica. Isso, fora a Mallu Magalhães. Claro que tinha muito rock entre as bandas, mas era só mais um elemento. Assim como nos meus sets. Sabe quanto mudei meu set da Peligro pra Explode? Nada. No mais, quero bem longe de mim o público que ainda sai na noite pra ouvir a mesma do Strokes. Quero pra mim a molecada que saca que Buju Banton é tão bom quanto Dirty Projectors, e que se pode dançar com Phoenix e Vampire Weekend, mas também com Cool Kids, Very Best e as coisas da ZZK. E eles tão aparecendo no Neu toda sexta e se divertindo muito. E gritando e se jogando no chão. Nada me deixa mais feliz que isso.

6. Bom, dito tudo isso, quero ressaltar que gosto muito do Lúcio e sempre fui defensor do papel dele como jornalista pop. Acho que ele cumpre uma função necessária. E é gente boa. Esse lance da coluna dele foi só um estopim pra eu botar aqui algumas coisas que eu penso faz tempo.

7. Tô escrevendo isso no vácuo de uma semana de sonho em Montreal, vendo shows incríveis, conhecendo ídolos, vendo o Holger representar e ganhar muitos fãs por aqui, e tocando no encerramento do Pop Montreal numa noite que vai ser difícil de esquecer - o público invadiu o palco e ficou dançando em cima, não ia embora nem com as luzes do clube acesas; nunca na minha vida recebi tanto elogios por um set; e saí de lá aplaudido pela plateia. Sem tocar aquela do MGMT.

ps gosto muito do MGMT. Do disco, pelo menos.

02/10/2009

pop montreal - dia 2

A noite começou com o show do Lullabye Arkestra, duo formado pelo Do Make Say Think Justin Small e sua esposa. O som é rock pesado, só com bateria, baixo e vocal. Show poderoso, mas que não faz jus ao primeiro disco do duo - uma mistura de White Stripes com Lightning Bolt -, seguindo a onda do disco novo, um rock mais direto. Valeu, de qualquer forma.

Corri de lá pra pegar um pouco do Fever Ray. A parada é poderosa. Tipo megashow, com figurino, lazer e tudo mais. O som, ao vivo, bate forte e a ambientação - muita fumaça, vê-se muito pouco do que rola no palco - acompanha a onda The Knife pra maconheiro da música dela. Legal, mas saí antes do final, pois queria ver o Butthole Surfers inteiro. Disseram que o fim do show foi um amontoado de frequências sonoras do inferno, que fez todo mundo sair correndo de lá passando mal. Queria muito ter visto isso.

Aí o Butthole Surfers. Era, se bobear, a banda que mais queria ver ao vivo. Tinha esperança que, de alguma forma, ressucitariam no palco a banda insana que eles um dia foram. Mas, do caos esperado, só o sonoro. E nem pro lado bom. Era o som que tava extremamente embolado. Muito ruim. Ao fundo, rolavam as famosas projeções, em três telões, mostrando coisas delicadas como uma cirurgia num pênis. Paul Leary parecia o único com vontade de estar ali. Ver o Gibby Haynes, de óculos, lendo as letras paradão foi decepcionante. Mais decepcionante foi ver a indiferença deles ante a reação agressiva dos seguranças pra cima da galera que arriscava um stage dive. Pensando bem, acho que esse foi um show bem Butthole Surfers, uma banda que nunca fez o que era esperado dela. E não posso negar que curti ouvir alguns "hits" das antigas ao vivo.

De lá, uma passadinha pra pegar o fim do show do Clues. Trata-se da banda nova do ex-Unicorns Alden Penner com o ex-Arcade Fire Brendan Reed, que lançou há pouco seu primeiro disco pela Constellation. O lugar, pra umas 700 pessoas, tava cheio pra ver os caras, que tavam fazendo um belo show, mostrando, com a competência esperada, um prog-indiepop grandioso. Bonito.

Depois, chegamos a tempo de ver o fim do show - de 25 minutos! - da Roxanne Shanté, pioneira do hip hop e uma das fundadoras do Juice Crew. A vibe no lugar, Club Lambi, o mesmo dos shows do Holger, Matt and Kim e Ninjasonik na noite anterior, tava no talo, com Roxanne mandando ver uma seleção inacreditável de clássicos do rap do anos 80. Aí, de repente, ela saiu do palco e não voltou mais. Foda-se. Foi demais assim mesmo.

De lá, todo mundo foi pra uma after party com discotecagem em soul em compactos, acompanhada de concurso de dança. Coisas que só acontecem por aqui: Cadence Weapon e o cara do Lullabye Arkestra participando do concurso. Incrível.

01/10/2009

pop montreal - dia 1

Tava pensando em escrever mais e tal, mas meu quarto virou base de banho do Holger e nesse momento tá todo mundo aqui. A casa onde eles tão só tem banheira. haha. Bom, o festival começou ontem. Anteontem à noite dei um rolê monstro pra ver o Ghislain Poirier e o Ghostbeard - chefão da Ninja Tune da América do Norte - discotecando numa espécie de house party na sede da cervejaria St-Ambroise. A ideia deles é fazer uma festinha intimista, tocando sem obrigação de fazer o pessoal dançar. Mas ainda assim tinha gente dançando. Tava chovendo e um puta frio, mas valeu a pena. O Poirier eu já tinha visto e sou fã. Ghostbeard comandou, fazendo beatmatching de raggae e dancehall.

Ainda com a fumaça - medicinal, diga-se - da noite anterior na cabeça, acordei com a ligação dos Holger dizendo que tavam na área. O dia foi intenso, correria fudida. Passou voando e, quando percebi, estava na passagem de som no Club Lambi, onde eles abririam pro Ninjasonik e Matt & Kim.

Em primeiro lugar, os caras se deram muito bem ao serem escalados pra essa noite. A única concorrência forte era o Jay Reatard. Ou seja, casa sold out, público animado e tudo mais. E, logo na primeira música, o Holger fisgou a molecada pra deles. A partir daí foi só lucro. Apesar do cansaço por causa da viagem, eles conseguiram mostrar o show habitual, com aquele sutil equilíbrio entre a eficiência e o caos, ora pendendo pra um lado, ora pra outro. Foi o suficiente pra arrancar gritinhos, coro da plateia, assédio após o show e muitos, muitos elogios, como o de Josh Jackson, editor da Paste, no Twitter: "A banda brasileira Holger é um pouco Vampire Weekend, um pouco Passion Pit e muita diversão".

Ninjasonik é sempre aquela festa, bases zoadas, raps zoados, mas tudo muito divertido. Ninjasonik é tipo a piada interna que deu certo, rimando sobre bases de bandas amigas e brincando com Michael Jackson ou fazendo todo mundo repetir infinitamente o mantra "They call us ninjafuckingsonik we are fuckingsonikninja". No fim das contas, todo mundo se diverte.

Finalizando, Matt & Kim fizeram mais um show daqueles. Começaram saudando o Holger ("great band from South America") e Ninjasonik, e demoliram o lugar. O chão da pista tremia, juro. O foda do show deles é a parada da troca. Eles funcionam com a empolgação e retribuem com um show incrível. "Imagina se rolasse uma doença que se disseminasse pelo suor", disse o Matt uma hora, ao ver o estado do público. Ficou claro pra mim como o público brasileiro é bunda mole. Essa foi a quarta vez que os vi ao vivo. E o show do Brasil foi o único show mais ou menos. Show mais ou menos pra uma plateia mais ou menos. Faz sentido.

29/09/2009

welcome home



Em primeiro lugar, mal aê pelo sumiço. A mistura de muito trampo com uma severa preguiça de escrever me manteve afastado do Bima por esses tempos. Agora, porém, instalado em Montreal pra mais uma edição do Pop Montreal, minha terceira, vou tentar atualizar isso aqui com relatos diários.

A para da vai ser foda. Pra variar, muitos shows bons: Fever Ray (Of The Knife), Butthole Surfers, Faust, Roxanne Shante, Teenage Jesus and the Jerks, Yo La Tengo, Glass Candy, The DØ, Duchess Says, Mono, Think About Life, Matt & Kim, Loudon Wainright III, Chain & The Gang, Socalled, DJ/rupture, Kid Koala, Poirier, Japandroids, Thee Oh Sees, Clues, Micachu & The Shapes, Zombie Disco Squad, Tanlines, Cadence Weapon, Lee Fields & The Expressions, The D'Urbervilles, Lemonade, Tobacco, Diamond Rings, Ninjasonik, Destroyer... Claro que não vou conseguir ver tudo, por causa do esquema "tudo ao mesmo tempo agora". As presenças brasileiras ficam por conta do Holger, Cassim & Barbária e Mutantes.

Na paralela, vou participar do Symposium. Puta honra, ver meu nome no cartaz ao lado de gente como Faust, Roxanne Shante e Diamanda Galas, outros que estarão no simpósio. Vou participar de uma série de palestras discotecadas sobre música das ruas do mundo, ao lado de mestres como DJ/Rupture e Brian Shimkovitz, do Awesome Tapes from Africa. Chora, Dago.

Pra completar, toco na festa fechada de encerramento do festival. No ano passado quem tocou nessa festa foi Passion Pit e Ghislain Poirier. Esse ano é o Cadence Weapon e euzinho. Meda. Então é isso. Logo mais começa.

03/09/2009

explode aê

Explode
toda sexta, no Neu
poster por Dani Hasse

28/08/2009

bom fim de semana

Windmill "Big Boom" from friendly fire recordings on Vimeo.



"Big Boom" - Windmill

24/08/2009

boa tarde


fuck buttons - surf solar

24/07/2009

a volta


Há algumas semanas vazaram três faixas de Embryonic, novo disco do Flaming Lips. O álbum é duplo, deve sair em setembro - ao que parece, com essa capa aí acima, e vai contar com participações do MGMT e da Karen O, além de spoken word de um matemático alemão. Pelo que dá pra perceber pelas três faixas, a banda tenta aliar o lado sublime de seus últimos álbum às paradas mais esquisitas que andavam um pouco de lado. Eu gostei muito, mas sou suspeito (olha o nome desse blog). Vamos às faixas (ache pra baixar por aí, tá fácil).

- Silver Trembling Hands - baixo e bateria simples e velozes, estilo Liars, dão o tom da música, que começa simples como o Flaming Lips nunca foi. Desemboca num refrão daquela baleza típica do Soft Bulletin, com letra que diz algo como "She forgets about her fear when she is high"

- Convinced of the Hex - homenagem descarada ao Can. Baixo e bateria hipnotizantes lembram coisas como "Mushroom" e "Vitamin C", enquanto uma guitarrinha tão esquálida quanto sagaz vai costurando as lacunas do groove. O vocal, repetitivo é a coisa menos melódica que o Flaming Lips já fez na vida.

- The Impulse - viagem minimalista espacial com um vocal cheio de efeitos. Lembra as coisas da trilha do Christmas on Mars.

delícias (calientes) da semana



Semana gelada merece um especial com artistas que têm voltado seus ouvidos aos trópicos em busca de inspiração. Vamos lá.

- Holliday in Congo - Rainbow Arabia - se bobear, a banda mais manjada nessa lista. O casal de Los Angeles faz eletrônica com forte acentos étnicos, fazendo a ponte equatorial entre o norte da África e o Caribe. Pense num Gang Gang Dance desencanado, sem a porção improv. Eletropical, definiu alguém.

- I GO I GO I GO (Lalory's Tropical Dandy Mix) - Wave Machines - bom, o nome do remix resume tudo. A música original, que já é massa, ganha força no berimbau, que ginga com steel drums no remix. Wave Machines é uma banda de eletropop inglesa. O disco de estreia, Wave If You're Really There, já tá na roda.

- Black Magic (Crystal Fighters Remix) - Magic Wands - a dupla de Nashville faz um pop direto, com batidas eletrônicas, melodias pegajosas e guitarras "cósmicas". No clima tropicaliente, esse remix lembra os flertes da mutant disco nova-iorquina com os ritmos latinos.

- Dancehall - Sean Bones - nova aposta do selo Frenchkiss (Les Savy Fav, The Dodos, Passion Pit), trata-se de um projeto de Sean Sullivan, que aqui mergulha fundo no ska, reggae e rock steady pra temperar seu indie rock.

- Calypso Gold - Princeton - aqui, o quarteto de Los Angeles faz indie pop quase barroco, com cordas e tudo mais, e um vocal que lembra Jens Lekman. Mas a ginga vem da percussão, que torna a coisa até dançante. E nas guitarras, que remetem ao calipso do título da música.

23/07/2009

DIY

Todd P, famoso promoter do Brooklyn, mostra por onde anda o rock hoje em dia em Todd P Goes to Austin. Tipo um Our Band Could Be Your Life pra agora, e em vídeo. Olha o trailer:

TODD P GOES TO AUSTIN trailer from FVMMO FILMS on Vimeo.

22/07/2009

segura


arte por Oga Mendonça

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GUIFEST

31/07 a partir das 22hs

Turbo Trio
Holger
Projeto Manada
Objeto Amarelo

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Ingressos antecipados: R$ 25. À venda no Neu Club de quinta à sábado a partir das 23hs [Rua Dona Germaine Burchard, 421] ou através de peligro@peligro.com.br

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União Fraterna
Rua Guaicurus, 01/59
Água Branca

www.guifest.com
www.peligro.com.br

www.last.fm/event/1022730

17/07/2009

delícias da semana


Gauchito Gil (Ghislain Poirier remix) - Fauna - A nova coletânea da ZZK (ZZK Sound Vol 2) chegou ainda melhor que a primeira, do ano passado. Se a primeira era legal pelo espírito novidadeiro, apresentando ao mundo a cumbia digital, esta nova dá concisão ao estilo, com os produtores mais afiados e uma proximidade maior com gêneros como dubstep e idm. É tão boa que foi difícil escolher um faixa. Fiquei com esse remix do Ghislain Poirier - sempre ele - para o Fauna, os caras que fizeram um puta show no Vegas umas semanas atrás.

Fables - The Dodos - passadas duas semanas do vazamento, já deu pra concluir que Time To Die, novo disco do agora trio americano, não é nem de longe tão impactante quanto o anterior, Visiter. O baterista suavizou a pegada africana, enquanto a aposta aqui parece ter sido na complexidade. Mas tudo chega de forma sutil. Conquista aos poucos. E tem hits deliciosos, como esta "Fables", o primeiro single.

Never Seen - Lightning Dust - Esse é um projeto da Amber Webber e do Joshua Wells, do Black Mountain. O primeiro disco, de 2007 é legalzinho, mas não chega a empolgar. A julgar por este primeiro single, o novo trabalho, previsto pra sair em agosto, vai ser de lascar. Never Seen projeta elementos do universo dos anos 70 em que gravita o Black Mountain no futurismo dark do The Knife. Brian Eno ficaria orgulhoso.

Make It Take It - Amanda Blank - new-wave-electro-rap-delícia. Como não gostar?

15/07/2009

vem aí



Quem acompanha isso aqui sabe o quanto eu gostei do Alopecia, disco que o Why? lançou no ano passado. Em setembro sai Eskimo Snow, o novo disco do grupo que, segundo Yoni Wolf, o líder, é a coisa menos hip hop que ele já fez, apesar de gravado ao mesmo tempo que o Alopecia. Desde o South by Southwest ele vem tocando algumas músicas novas em shows solo. Agora liberou "The Blackest Purse", o primeiro single, pra download na Pitchfork. Algumas outras músicas do disco tão dando sopa no youtube faz uma cara, em gravações feitas nos shows do Yoni. Estou bem curioso pra ver como elas vão ficar no disco. Aqui estão duas delas, sendo que a primeira é a que dá nome ao novo disco:

é sexta


Na Peligro dessa sexta vai rolar o único show do Pata & The Maxi-Mazels, projeto solo de um dos Holgers. Ele arregimentou uma nova banda para acompanhá-lo e, empolgado, gravou uma série de covers (Sebadoh, Jackson 5, Copacabana Club, Leonard Cohen, Built To Spill - essa, ao lado da Caca, do Copacabana Club) e ainda fez dois clipes (que mostram o quanto ele é mongol). As músicas, dá pra ouvir no myspace dele. Os clipes tão aqui embaixo. O show é no Neu.

13/07/2009

nessa quinta


eu em Curitiba

10/07/2009

delícias da semana

- Chancha Via Circuito X Nelly - Villa Diamante - Um dos residentes do Zizek Club, epicentro mundial da cumbia digital, ele diponibilizou recentemente seu Empacho Digital pra download gratuito em seu site. São três discos de mashups toscos: um de cumbia digital com pop, outro de dubstep com sons latinos (alinhavando aí a óbvia conexão dubstep/cumbia digital), e um terceiro brincando com clássicos do rock argentino. Não é em todas que ele acerta, mas quando acerta - tipo nessa aí do Nelly - fica foda.

- Do Nah Bodda Mi (Xrabit Mix) - Roots Manuva - Um dos poucos rappers britânicos - talvez o único - a mostrar um trampo consistente por vários discos, Roots Manuva lançou no ano passado o ótimo Slime & Reason. Essa "Do Nah Bodda Mi", que já era uma das melhores faixas do álbum, ficou ainda melhor nas mãos do Xrabit, DJ alemão, parceiro dos inacreditáveis texanos DMG$.

- Cold Summer / Work - Get' Em Mamis - Eu sei que "Cold Summer" é do ano passado, mas eu só descobri agora. Nem vou falar nada sobre elas. Só olha o vídeo pra "Work" e um trecho de "Rock With Me". Não dá pra não gostar. Mais uma coisa foda de Baltimore pro mundo.


- Surprise Hotel - Fool's Gold - Mais uma banda americana - dessa vez, de LA - buscando inspiração na África. Bla-bla-bla. Se é bom, qual é o problema? O disco sai em setembro.

09/07/2009

10 discos do primeiro semestre

- Merryweather Post Pavillion - Animal Collective
- Bitte Orca - Dirty Projectors
- Farm - Dinosaur Jr
- The Ecstatic - Mos Def
- Sometimes I Wish We Were an Eagle - Bill Calahan
- Bromst - Dan Deacon
- Grand - Matt & Kim
- Post-Nothing - Japandroids
- Dirty Bomb - Filastine
- Manners - Passion Pit

04/07/2009

falo nada

Homiepie no Lúcio. Ótimo. Dá a patinha.



01/07/2009

sem freio

War(Kurc Remix) - Holger

O Holger tá preparando um EP, que vai chamar No Brakes - esse é o novo nome da música "Set the Vibe", música que eles já têm tocado nos shows. O EP vai ter, além de "No Brakes", entre outros remixes, um do Contra Fluxo e um de uma banda gringa. Por enquanto, vai escutando esse primeiro, de "War", faixa do Green Valley EP, feito pelo Kurc. Não conhece o Kurc? Nem deveria, é o primeiro trampo dele. Mas, pelo resultado desse remix, você ainda vai ouvir falar do moleque. Escuta aí.

jens pra poucos

Jens Lekman passou maus bocados em sua recente passagem pela América do Sul. Na Argentina, roubaram o Trigger Finger de Victor Sjoberg, que o acompanhava na tour - vale dar uma olhada no myspace do cara, aliás. De quebra, Jens voltou pra casa com gripe suína. Bom, no Brasil, fiz uma entrevista com ele para o Radiola. Não pude participar da festa junina em que ele tocou algumas músicas pra quem estava lá, mas também ganhei uma versão exclusiva. Tá aí, a entrevista acompanhada de "Shirin" em voz e guitarra:

ah. não participei nem da edição nem fiz as legendas

30/06/2009

high llamas

Tá, nessa altura do campeonato você já sabe que o Bitte Orca, disco novo do Dirty Projectors é fodão - isso me lembra que nunca falei sobre o último dia do SXSW, quando vi o impressionante show deles. E, se ainda não viu o clipe pra "Stillness is the Move", o som mais pop que eles já produziram, tá aqui:



Aproveita e lê essa matéria sobre eles que saiu há algumas semanas no NY Times. Um lance legal que ela revela é o método de composição das letras: frases intrigantes de "Asas do Desejo", do Win Wenders, e clichês de canções pop anotados em planilhas de Excel. Pois é, não tava de brincadeira quando perguntei se "Sitllness is the Move" seria top 40 caso gravada pela Rihanna.

29/06/2009

itíuuuuuuuu

Em 1999, o Sigur Rós lançou na Islândia seu segundo disco, Agaetis Byrjun. No ano seguinte, o disco saiu no Reino Unido e a banda virou o que virou. Celebrando os dez anos da chegada do disco às lojas - lembra que se dizia isso? -, o Sigur Rós liberou um vídeo da música "nýja lagi", gravado no show de lançamento do álbum na Icelandic Opera House, em Reykjavic. O interessante é que essa música não está no disco, nunca ganhou versão de estúdio e só foi lançada nesta versão gravada ao vivo, exatamente neste show, no EP Svefn-G-Englar. Então tá aí o vídeo desse momento:

nýja lagið from sigur-ros.co.uk on Vimeo.


Bom, aproveitando o momento, vale deixar aqui os videoclipes fodões feitos para as músicas desse disco. Lembro que eles chegaram na Trama, que lançou o o disco no Brasil, no meu primeiro ano por lá. O Kid e o Du me chamam surtando "cara, você tem que ver esses vídeos! Mas senta antes". Bom, se você nunca viu, é bom sentar também.

Sigur Rós - Svefn-G-Englar from sigur-ros.co.uk on Vimeo.


Sigur Rós - Viðrar vel til loftárása from sigur-ros.co.uk on Vimeo.

25/06/2009

demais

Mowgli! and the Robbot Affair nas Poploaded Sessions







24/06/2009

boa quinta


"Murder She Wrote" - Chaka Demus & Pliers

23/06/2009

vampiragem

Integrantes do Vampire Weekend têm feito minha alegria nas últimas semanas. Um deles, o tecladista Rostam Batmanglij, se a aliou a Wes Miles, do Ra Ra Riot, pra montar o Discovery, projeto que lança seu primeiro álbum em julho. O disco, que já vazou, é delicioso. Soa como a indietrônica do Postal Service em flerte descarado com o r'n'b mainstream, com ecos tanto do indie afro-reggae do Vampire Weekend quanto do indie pop mais direto do Ra Ra Riot. Tudo com o efeito "baianaizer" ligado no talo, com timbres em algum lugar entre o nojento e o genial. Ainda tem versão pra "I Want You Back", do Jackson 5, e participação da Angel Deradoorian, do Dirty Projectors. Dá pra ouvir parte do disco aqui, ou dar uma fuçada por aí e achá-lo inteiro pra baixar. Aqui embaixo, "Carby", minha música favorita do disco. E também a mais baiana.



O outro, é o vocalista Ezra Koenig, que contribui nos vocais de "Warm Heart of Africa", primeira faixa a pintar por aí (vi no Discobelle, mas dá pra ouvir no Myspace deles também) do primeiro disco do The Very Best, que só deve ser lançado em setembro. A julgar por essa amostra - e pela inacreditável mixtape do finzinho do ano passado -, o que vem por aí é de lascar. The Very Best, pra quem não tá ligado, é a unição da dupla franco-sueca-radicada-na-inglaterra Radioclit com o cantor malawiano Esau Mwamwaya. Sobre a faixa só digo duas coisas: 1. quando botei pra tocar na Trama, o Pedro, aqui do lado, subiu na cadeira e começou a dançar. 2. baixa que é foda

16/06/2009

perguntar não ofende


- tem coisa mais constrangedora que o Edgard cantando clássicos do rock no programa dele?

- por que o pessoal a-ma o Diplo, fica molhadinho com o Major Lazer, e nunca ouviu dancehall na vida - se pá até torce o nariz se o DJ tocar?

- se "Stillness is The Move", do Dirty Projectors, fosse gravada pela Rihanna ela seria Top 40 da Billboard? E se ela gravasse "My Girls", do Animal Collective?

- aliás, dúvida cruel: Merryweather Post Pavillion ou Bitte Orca?

- alguém viu algum nome realmente novo no especial sobre novos nomes da música brasileira da Trip?

- como o Dinosaur Jr ainda consegue soar tão foda?

- quantas vezes o Passion Pit ouviu Max Tundra enquanto fazia o Manners?

- o auditório do Ibirapuera comporta um show do Beirut?

- alguém, tirando a Folha, ainda se importa com lançamentos de Titãs e Placebo?

- alguém aí quer me dar a caixa de Warp de presente?

15/06/2009

the shit



Em março, quando tava em Austin, ouvi uma música dentro de uma loja e ela não saiu mais da minha cabeça. Quando voltei, descobri, fui procurar nos blogs de Baltimore Club e descobri que se tratava de "I'm The Ish", do DJ Class, lançada no ano passado, mas que começava a ganhar projeção nacional. Vale lembrar que, com 20 anos de história, o gênero nunca teve um hit de grande porte nos EUA. "I'm The Ish" quebrou a barreira, entrando no Top 40 da Billboard e ganhando remixes de Kanye West e Lil Jon. DJ Class, com mais de 10 anos atuando na cena, virou orgulho de Baltimore e prepara o lançamento do disco Alameda & ColdSpring ainda para este anos. No Brasil, a modernidade ainda tá mais preocupada com o que rola no mundo do Justice, então a faixa ainda não pegou. Tô fazendo minha parte, tocando toda sexta no Neu. Agora, divido duas versões com vocês.

:: "I'm The Ish" - DJ Class
:: "I'm The Ish (remix)" - DJ Class feat Kanye West

boa tarde


"Summertime Clothes" - Animal Collective

10/06/2009

clipe foda, música foda


"Over It" - Dinosaur Jr