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12 de mai. de 2009

antes que eu me esqueça

Última parte da cobertura do SXSW, com Stephanie Toth, The Termals, Vivian Girls, Crystal Antlers, Akron / Family, Monotonix, HEALTH, Max Tundra, Mae Shi, Aids Wolf e Garotas Suecas.

26 de mai. de 2008

LA


Esquece Nova York. Esquece São Paulo. Esquece Montreal. Esquece a Suécia. Se tem um lugar com algo realmente excitante rolando no rock hoje em dia, esse lugar é - quem diria - Los Angeles. Não vou falar de qualidade das bandas, mas dos fatos e de como eles aconteceram da maneira como as coisas devem acontecer. Tudo nasceu ao redor de um clube chamado The Smell, que também funciona como galeria de arte. Lá, todo mundo é voluntário. Do cara que cuida do som à pessoa que faz o rango. Quem marca os shows são as próprias bandas da cena que nasceu com o clube. São bandas bem diferentes entre si, mas idênticas tanto no espírito DIY quanto na autenticidade e na vibe TRU. Os shows custam sempre 5 dólares e, pelo que parece, são sempre all ages.

Agora sim, falando de música, vi algumas delas ao vivo no SXSW. No Age, a primeira a despontar - com contrato com a Sub Pop, altas notas na Pitchfork e tudo mais -, fez um show bem legal, numa tarde bastante concorrida (abandonei na metada pra ver o Why?). O som é punk noise, só guitara, voz e bateria. Vi também o Mika Miko. Não gostei. E vi o inacreditável show do Mae Shi, com gente tomada no palco e fora dele, e eltrônica tosca se fundindo com hardcore torto e coros de rock farofa.

De onde veio isso, tem muito mais. Tem HEALTH, também favoritinha da Pitchfork (e outra bada massa). Tem o Silver Daggers, que tá no cast da Load (gravadora que, entre outras belezinhas, lança o Lightning Bolt). Tem o Abe Vigoda, que faz pop esquisito e logo mais entra em tour com o No Age. Tem o Lavender Diamond, que já tá na Matador. E por aí vai...