Finalmente a última parte da cobertura. Dessa vez tem Cadence Weapon, Laura Barrett, Parts and Labor, Plants and Animals, Mae Shi, Matt and Kim e Rocky Erickson com Okervill River como banda de apoio. E, se você não tinha me achado ridículo até agora, olha o final que o Beto fez pra série.
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3 de jun. de 2008
27 de mai. de 2008
sxsw 08 - parte 4
Quarta e penúltima parte da cobertura do SXSW pro programa no Multishow. Dessa vez tem Mr Free and the Satellite Freak Out, Crystal Antlers (ainda vão falar muito dessa banda, anota aí), Atlas Sound, Black Mountain, brasileiros e o Sérgio do Debate apresentando sua VanUSA. E eu, mais ridículo que nunca.
20 de mai. de 2008
sxsw 08 - parte 3
Agora com Curumin, Frightened Rabbit, Chikita Violenta, Why?, Lucy & the Popsonics, taxista roqueiro e eu ladeira abaixo. E o melhor: Jandek pela primeira vez na TV brasileira - quer dizer, não que Frightened Rabbit, Chikita Violenta e Why? já tenham aparecido em algum lugar por aqui mas... é o Jandek, porra.
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13 de mai. de 2008
sxsw 08 - parte 2
Dessa vez, com Toddle e Avengers in Sci-Fi (as duas do Japão), Spoon, Sunburned Hand of the Man e Moby. E eu, como sempre, ridículo.
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sxsw 2008
6 de mai. de 2008
finalmente
Primeira parte da cobertura do South by Southwest pro programa TramaVirtual. Nem repara como eu sou ridículo.
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16 de mar. de 2008
dias 5 / 6
Postagem atrasada. Ontem eu tava muito zoado pra qualquer coisa. Tive uma visão do futuro em um show do Matt & Kim, que se completou com o que vi no Mae Shi hoje. Mas vamos falar do dia, tipo querido diário mesmo.
A primeira notícia do dia: ganhei um HD externo em um sorteio na sala de imprensa. Acho que foi a primeira vez que ganhei um sorteio na minha vida. Então rolou a passadinha no centro de convenções pra buscar o prêmio e, em seguida, uma visita ao Flatstock, exposição de pôsteres de shows muito foda, com presença dos artistas gráficos e venda de camisetas, adesivos e, claro, pôsteres. Não teve jeito, saí de lá com um pôster do Animal Collective, adesivos lindos da Tara McPherson, camisetas, imãs de geladeira, e muitos dólares a menos no bolso.
Aí não rolou o Holy Fuck. A entrada era só com nome na lista. Me fodi. Saí puto, mas o dia teve surpresas que me animaram. A maior: Jandek. Ele mesmo, tocando na Igreja Presbiteriana. O show é melhor que qualquer disco dele. Uma banda fudida recriava a atmosfera fantasmagórica da obra dele, deixando ainda tudo mais denso e tenso. O Jandek canta quase de costas para o público. Não se dirige, nem com o olhar, para o público sequer uma vez. Nunca imaginei que um dia fosse vê-lo ao vivo. Mas tive que perder o finzinho do show pra gravar os brazucas do outro lado da cidade.
Desci correndo, atrasado, e, com dor no coração passei batido pelo lugar o o 2 Live Crew celebrava a reunião. Mentira que passei batido. Fiz uma pausa de uns trinta segundos pra ouvir um pouco de "Pop That Pussy" até que o dever e me chamasse de volta à correia pra pegar o final do show do Fruet e os Cozinheiros.
Vou dizer uma coisa: puta erro, essa noite com bandas brasileiras (e uma argentina). Primeiro, porque o lugar era meio longe da 6th St., onde tudo acontece. Depois, pela escalação, completamente esquizofrênica: Fruet, Telerama, argentino tosco cujo nome não faço idéia qual seja, Debate, Lucy and the Popsonics e Tita Lima. Resultado: quem se deslocava até lá pra ver uma coisa, não gostava da outra, e quem tava ali pra ver batucada não gostava de quase nada. Fiasco.
Acabando as gravações, deu tempo de correr pra tentar ver o Dan Deacon. Chego no pico e descubro que o cara não vai tocar. E entram Matt & Kim no lugar. E aí que Matt & Kim foi tão foda quanto poderia ser o Dan Deacon.
Quando digo que vi o futuro é porque senti na pele a bola que canto há algum tempo: o futuro é no chão. E o show deles nem foi no chão. Mas a vibe era. Na platéia, uma molecada completamente ensandecida. No palco, uma dupla tão ensandecida e tão platéia quanto a molecada. O som é teclado, vocal e bateria. Mas o som não é tudo o que importa aqui. Melhor que ficar explicando, dá uma olhada e entende:
À tarde, consegui dar uma passada no Don't Mess With Texas, festival paralelo com três palcos, que rola num parque a umas 15 quadras do centro. Peguei o Atlas Sound, que fez um belíssimo show - e aquele vocalista é mais estranho ainda ao vivo. Aí, mais uma surpresa: no lugar do Neon Neon, tocou o Crystal Antlers, banda de um cara que tava trabalhando na segurança do evento. E a banda é fudida. O cara é um negão que troca de roupa o tempo todo e toca percussão. No teclado tinha um indião e os outros caras pareciam suecos de filme de foda dos anos 70. E o som era psicodelia setentista tomada. Ainda deu pra pegar duas músicas do Black Mountain antes de correr pro Jandek. Mas perdi Islands, Breeders e outras coisas.
A noite terminou bem tarde, num mexicano roots. Primeira refeição de verdade que fiz desde que cheguei aqui. A dieta do lixo tá foda. Você é o que você come, então imagina como estou me sentindo.
Hoje de tarde, na ressaca pós festival, assisti ao Mae Shi, que queria ter visto durante esses dias e não tinha conseguido. Cara, que demência. Mesma vibe criançada tomada do Matt & Kim. O tempo todo eles correm para o meio do público. Tocam, cantam e dançam lá no meio, tipo um Móveis do mal. Trocam de instrumentos, berram, jogam um imenso lençol branco sobre a platéia e se enfima lá embaixo, atiram camisetas e tatuagens temporárias com o logo da banda. Isso tudo emoldurando um hardcore esquizofrênico, como um Fall no 220w, com momentos de celebração possuída e outros de pop eletrônico mongol. Loucura total. O disco novo deles acabou de sair. Baixa e escuta. Mas isso não vai te dar uma noção do que eles são ao vivo.
Chuif. Esse foi o último show que vi aqui em Austin. Amanhã pego o vôo pro Brasil. Preciso voltar no ano quem.
A primeira notícia do dia: ganhei um HD externo em um sorteio na sala de imprensa. Acho que foi a primeira vez que ganhei um sorteio na minha vida. Então rolou a passadinha no centro de convenções pra buscar o prêmio e, em seguida, uma visita ao Flatstock, exposição de pôsteres de shows muito foda, com presença dos artistas gráficos e venda de camisetas, adesivos e, claro, pôsteres. Não teve jeito, saí de lá com um pôster do Animal Collective, adesivos lindos da Tara McPherson, camisetas, imãs de geladeira, e muitos dólares a menos no bolso.
Aí não rolou o Holy Fuck. A entrada era só com nome na lista. Me fodi. Saí puto, mas o dia teve surpresas que me animaram. A maior: Jandek. Ele mesmo, tocando na Igreja Presbiteriana. O show é melhor que qualquer disco dele. Uma banda fudida recriava a atmosfera fantasmagórica da obra dele, deixando ainda tudo mais denso e tenso. O Jandek canta quase de costas para o público. Não se dirige, nem com o olhar, para o público sequer uma vez. Nunca imaginei que um dia fosse vê-lo ao vivo. Mas tive que perder o finzinho do show pra gravar os brazucas do outro lado da cidade.
Desci correndo, atrasado, e, com dor no coração passei batido pelo lugar o o 2 Live Crew celebrava a reunião. Mentira que passei batido. Fiz uma pausa de uns trinta segundos pra ouvir um pouco de "Pop That Pussy" até que o dever e me chamasse de volta à correia pra pegar o final do show do Fruet e os Cozinheiros.
Vou dizer uma coisa: puta erro, essa noite com bandas brasileiras (e uma argentina). Primeiro, porque o lugar era meio longe da 6th St., onde tudo acontece. Depois, pela escalação, completamente esquizofrênica: Fruet, Telerama, argentino tosco cujo nome não faço idéia qual seja, Debate, Lucy and the Popsonics e Tita Lima. Resultado: quem se deslocava até lá pra ver uma coisa, não gostava da outra, e quem tava ali pra ver batucada não gostava de quase nada. Fiasco.
Acabando as gravações, deu tempo de correr pra tentar ver o Dan Deacon. Chego no pico e descubro que o cara não vai tocar. E entram Matt & Kim no lugar. E aí que Matt & Kim foi tão foda quanto poderia ser o Dan Deacon.
Quando digo que vi o futuro é porque senti na pele a bola que canto há algum tempo: o futuro é no chão. E o show deles nem foi no chão. Mas a vibe era. Na platéia, uma molecada completamente ensandecida. No palco, uma dupla tão ensandecida e tão platéia quanto a molecada. O som é teclado, vocal e bateria. Mas o som não é tudo o que importa aqui. Melhor que ficar explicando, dá uma olhada e entende:
À tarde, consegui dar uma passada no Don't Mess With Texas, festival paralelo com três palcos, que rola num parque a umas 15 quadras do centro. Peguei o Atlas Sound, que fez um belíssimo show - e aquele vocalista é mais estranho ainda ao vivo. Aí, mais uma surpresa: no lugar do Neon Neon, tocou o Crystal Antlers, banda de um cara que tava trabalhando na segurança do evento. E a banda é fudida. O cara é um negão que troca de roupa o tempo todo e toca percussão. No teclado tinha um indião e os outros caras pareciam suecos de filme de foda dos anos 70. E o som era psicodelia setentista tomada. Ainda deu pra pegar duas músicas do Black Mountain antes de correr pro Jandek. Mas perdi Islands, Breeders e outras coisas.
A noite terminou bem tarde, num mexicano roots. Primeira refeição de verdade que fiz desde que cheguei aqui. A dieta do lixo tá foda. Você é o que você come, então imagina como estou me sentindo.
Hoje de tarde, na ressaca pós festival, assisti ao Mae Shi, que queria ter visto durante esses dias e não tinha conseguido. Cara, que demência. Mesma vibe criançada tomada do Matt & Kim. O tempo todo eles correm para o meio do público. Tocam, cantam e dançam lá no meio, tipo um Móveis do mal. Trocam de instrumentos, berram, jogam um imenso lençol branco sobre a platéia e se enfima lá embaixo, atiram camisetas e tatuagens temporárias com o logo da banda. Isso tudo emoldurando um hardcore esquizofrênico, como um Fall no 220w, com momentos de celebração possuída e outros de pop eletrônico mongol. Loucura total. O disco novo deles acabou de sair. Baixa e escuta. Mas isso não vai te dar uma noção do que eles são ao vivo.
Chuif. Esse foi o último show que vi aqui em Austin. Amanhã pego o vôo pro Brasil. Preciso voltar no ano quem.
15 de mar. de 2008
pra mari
Tarde ensolarada, Jens Lekman com o modo Jonathan Richman ligado no talo, uma das músicas favoritas da minha gata e uma introdução memorável.
dia 4
"Keep Austin Weird" diz o adesivo favorito dos locais - bem diferente do "Don't Mess With Texas", popular no resto do estado. Pelo menos durante o festival, o que não falta por aqui é freaks. E, pelo menos durante o festival, a população é só sorrisos para todos. Me disseram que aqui nem parece EUA. Mas acho que o lance, como tudo por aqui, é a grana mesmo. O que entra de dinheiro na cidade nesta semana não tá no gibi. Bom, de qualquer forma, tirando o episódio do bouncer troglodita, tratamento pra gente de fora aqui é vip.
Ontem não tínhamos a obrigação de gravar nenhuma banda. Nenhum brazuca ia tocar. Então pude fazer meu festival. Uma das coisas mais legais do SXSW é que você faz seu festival. São mais de 1500 artistas, mais de 50 casas, tudo ao mesmo tempo agora. Então fica praticamente impossível duas pessoas fazerem a mesma combinação de shows. Um festival customizável. haha. O outro lado é que a opção por um show, derruma uma série de outras. No primeiro dia isso tava me fazendo mal. No Pop Montreal, que é bem mais light, já tinha ficado tenso com isso. Agora já tô lidando melhor com essa história de perder Helmet pra ver She and Him.
Isso foi uma das que aconteceu ontem. Cheguei na festa da Merge no começo da noite. Tava tudo tranquilo. Tomamos uma cervejinha e assistimos a um showzinho do Portastatic, só o Mac, voz e violão. O Mac é daqueles caras que sempre vai fazer um show legal, seja com o Superchunk ou o com o Portastatic. Mas parece que por um bom tempo vai ser só com o Portastatic. O Superchunk tá meio encostado.
A noite da Merge tinha um line up cheio de coisas que queria ver: Sout Out Louds, Destroyer, She and Him. Optei por descer até o Emo's e voltar mais tarde. Queria ver o show do Does It Offend You Yeah?. Chegamos lá e o Crystal Castles tava rolando. Ao vivo, achei bem fraquinho. Bem diferente do DIOYY. Eles tocam com teclado, baixo e bateria, e soam com o um LCD Soundsytem sem toda a bagagem de nerd musical do James Murphy. O show foi uma porrada, dançante e (ui) intenso. Sente o finzinho do show:
Dali, um dogão na rua e mais uma parada, pra ver o Plants and Animals. Outro showzão. Ao vivo, o trio (duas guitarras, bateria) soa bem mais pesado do que no disco, como um Black Mountain que ouviu muito CSN&Y.
De volta ao palco da Merge, uma surpresa: uma fila gigantesca, quarenta minutos antes de começar o show do She and Him. Nem sabia que tava rolando um hype em cima deles. Consegui entrar em cima da hora. Deu tempo de pegar uma Red Stripe, correr lá pro meio e ver um show doce, lindo. A Zoe Deschanel canta bem mesmo (ela é atriz, participou de filmes como Quase Famosos e O Guia do Mochileiro das Galáxias) e o M.Ward é muito bom, apesar de ter cometido a cabacisse de esquecer o slide, que é usado praticamente no disco inteiro.
O lugar tava muito quente e decidimos abandonar não ficar pra ver o Destroyer e tentar pegar o Los Campesinos num lugar meio longe de lá. Chegamos no pico e tem uma banda tipo Silvera encontra 311 tocando no local. Fui olhar o line up e me dei conta de como sou retardado. O show dos Campesinos tinha sido 1:30 da tarde, não seria de madrugada. Depois dessa, restou encontrar o Sérgio, que nos trouxe de carona na VanUSA até o hotel. Os Debates acabaram esticando seus sacos de dormir no nosso quarto mesmo.
O Du e o Sergio, nova formação do Debate, tão num rolê fudido numa van pelos EUA. A van é um capítulo à parte, tipo anos 70, com toca-fitas e cassetes originais de clássicos como "Harvest" e "Brothers in Arms". Tinha acordado com um telefonema do Du. "Man, tamo na cidade". Foi com elas que os dois doentes passaram pra me buscar no início da tarde. Apresentei-os ao centro de convenções e fomos ver o Jens Lekman na festa da Insound.
Jens é foda. Como ninguém, o cara tem a manha de fazer show pra uma tarde ensolarada com choppinho grátis. Sem banda, ele tocou com o modo Jonathan Richman bombando. Simpatia em cima do palco, histeria fora dele. Olha o vídeo aqui de um dos momentos que valeram o festival.
Depois, passadinha no Emo's pra ver um pouco do No Age, que é bem legal: punk noise guitarra/bateria com o baterista cantando. Mas se soubesse que o show do Why? rolava lá em frente era tão bom, tinha abandonado o No Age antes. De qualquer forma, peguei uns 20 minutos de show. Não sabia que eles eram tão banda assim: não tem nem DJ. É teclado, baixo e um baterista exercitando um takarismo no metalofone. Ótimo.
Hoje, meu maior objetivo - além do trampo de gravar mais brasileiros - é assistir ao show do Holy Fuck inteiro. Aí volto feliz pra casa.
Ontem não tínhamos a obrigação de gravar nenhuma banda. Nenhum brazuca ia tocar. Então pude fazer meu festival. Uma das coisas mais legais do SXSW é que você faz seu festival. São mais de 1500 artistas, mais de 50 casas, tudo ao mesmo tempo agora. Então fica praticamente impossível duas pessoas fazerem a mesma combinação de shows. Um festival customizável. haha. O outro lado é que a opção por um show, derruma uma série de outras. No primeiro dia isso tava me fazendo mal. No Pop Montreal, que é bem mais light, já tinha ficado tenso com isso. Agora já tô lidando melhor com essa história de perder Helmet pra ver She and Him.
Isso foi uma das que aconteceu ontem. Cheguei na festa da Merge no começo da noite. Tava tudo tranquilo. Tomamos uma cervejinha e assistimos a um showzinho do Portastatic, só o Mac, voz e violão. O Mac é daqueles caras que sempre vai fazer um show legal, seja com o Superchunk ou o com o Portastatic. Mas parece que por um bom tempo vai ser só com o Portastatic. O Superchunk tá meio encostado.
A noite da Merge tinha um line up cheio de coisas que queria ver: Sout Out Louds, Destroyer, She and Him. Optei por descer até o Emo's e voltar mais tarde. Queria ver o show do Does It Offend You Yeah?. Chegamos lá e o Crystal Castles tava rolando. Ao vivo, achei bem fraquinho. Bem diferente do DIOYY. Eles tocam com teclado, baixo e bateria, e soam com o um LCD Soundsytem sem toda a bagagem de nerd musical do James Murphy. O show foi uma porrada, dançante e (ui) intenso. Sente o finzinho do show:
Dali, um dogão na rua e mais uma parada, pra ver o Plants and Animals. Outro showzão. Ao vivo, o trio (duas guitarras, bateria) soa bem mais pesado do que no disco, como um Black Mountain que ouviu muito CSN&Y.
De volta ao palco da Merge, uma surpresa: uma fila gigantesca, quarenta minutos antes de começar o show do She and Him. Nem sabia que tava rolando um hype em cima deles. Consegui entrar em cima da hora. Deu tempo de pegar uma Red Stripe, correr lá pro meio e ver um show doce, lindo. A Zoe Deschanel canta bem mesmo (ela é atriz, participou de filmes como Quase Famosos e O Guia do Mochileiro das Galáxias) e o M.Ward é muito bom, apesar de ter cometido a cabacisse de esquecer o slide, que é usado praticamente no disco inteiro.
O lugar tava muito quente e decidimos abandonar não ficar pra ver o Destroyer e tentar pegar o Los Campesinos num lugar meio longe de lá. Chegamos no pico e tem uma banda tipo Silvera encontra 311 tocando no local. Fui olhar o line up e me dei conta de como sou retardado. O show dos Campesinos tinha sido 1:30 da tarde, não seria de madrugada. Depois dessa, restou encontrar o Sérgio, que nos trouxe de carona na VanUSA até o hotel. Os Debates acabaram esticando seus sacos de dormir no nosso quarto mesmo.
O Du e o Sergio, nova formação do Debate, tão num rolê fudido numa van pelos EUA. A van é um capítulo à parte, tipo anos 70, com toca-fitas e cassetes originais de clássicos como "Harvest" e "Brothers in Arms". Tinha acordado com um telefonema do Du. "Man, tamo na cidade". Foi com elas que os dois doentes passaram pra me buscar no início da tarde. Apresentei-os ao centro de convenções e fomos ver o Jens Lekman na festa da Insound.
Jens é foda. Como ninguém, o cara tem a manha de fazer show pra uma tarde ensolarada com choppinho grátis. Sem banda, ele tocou com o modo Jonathan Richman bombando. Simpatia em cima do palco, histeria fora dele. Olha o vídeo aqui de um dos momentos que valeram o festival.
Depois, passadinha no Emo's pra ver um pouco do No Age, que é bem legal: punk noise guitarra/bateria com o baterista cantando. Mas se soubesse que o show do Why? rolava lá em frente era tão bom, tinha abandonado o No Age antes. De qualquer forma, peguei uns 20 minutos de show. Não sabia que eles eram tão banda assim: não tem nem DJ. É teclado, baixo e um baterista exercitando um takarismo no metalofone. Ótimo.
Hoje, meu maior objetivo - além do trampo de gravar mais brasileiros - é assistir ao show do Holy Fuck inteiro. Aí volto feliz pra casa.
14 de mar. de 2008
born ruffians
trechinho do show de ontem (repara no baterista insano):
dia 3 - continuação
Meu camaradinha, agora é hora de falar sério. Se você tiver que ver uma banda na sua vida agora, essa banda tem que ser o Holy Fuck. Saí correndo feito louco da noite da brazucada e cheguei pingando suor na porta do pico onde eles já estavam tocando. O bouncer troglodita não queria deixar eu entrar. "Você está bêbado". Expliquei que minha cara era de cansaço, apelei pro "sou brasileiro, gastei uma puta grana pra estar aqui" (mentira, foi a Trama que pagou), e o cara ficou lá, irredutível. Decidi ficar olhando de lá de fora. O show era numa varanda no segundo andar e dava pra ouvir algo de lá de fora. Nesse meio tempo, o bouncer troglodita quase socou uma mina, também desesperada pra entrar. Uns dois minutos depois, acho que em solidariedade à minha persistência o cara me deixou entrar.
No andar de baixo do pico tinha uma bandinha merda tocando e ninguém vendo. O problema era que o andar de cima tava entupido. Não dava nem pra se mexer. As pessoas dançavam só com a cabeça. Consegui me esgueira pelo menos até a varanda onde os caras estavam tocando. Não seu pra ver muito, só ouvir. Mas foi inacreditável. Loucura total, todo mundo hipnotizado. Música pra dançar fora de qualquer padrão, mas ainda assim acessível. Puta que o pariu. Como se vai traduzir a força do show dos caras em letrinhas no blog? Amanhã eles tocam de novo. Vou ver se consigo chegar mais cedo e pegar um lugar na frente.
Antes disso, maratona fodida. Ainda no centro de convenções, peguei o finzinho do show do Cool Kids, que tava massa. Como o Oga, do Projeto Manada, disse uma vez, os caras são a new rave do hip hop. Ao vivo da pra sacar bem essa parada. Na sequência, The Blow fez um show simpático. É só a mina e as bases gravadas. Ela conta histórias engraçadas (mesmo) entre as músicas, o que torna a parada bem divertida.
Ali em frente ao centro de convenções, fomos dar uma olhada no Japan Bash e acabamos assistindo uma banda fudida: Avengers in Sci-Fi. Entra no myspace deles e escuta. Japinhas louquinhos fazendo psicodelia espacial futurista. Com muitos pedais. Muitos. Ainda lá, vimos uma banda fofinha, meio K Records, mas esqueci o nome.
Andamos muito pra chegar ao palco na beira do rio. Lá, o Spoon fez um show gratuito pra uma multidão. Tinha muita gente mesmo. A vibe era massa, muita gente com esteira no chão, cadeiras de praia, crianças pequenas e tudo mais.
O show tava bem legal, consagrador e tal, naipe de metais, coisa fina. Pena que o som era muito baixo. E que a gente teve que abandonar depois de meia hora pra mais uma correria pela cidade pra pegar o show do Lucy and the Popsonics.
Eles fizeram uma apresentação redondíssima. Ganharam fudido o público. Muita gente dançando, gritando entre as músicas, um traveco enlouquecido na primeira fila (no final, a Fernanda puxou a figura pra cima do palco), versão matadora de "Refuse / Resist", muitos discos vendidos, papai nobre orgulhoso.
Entre isso e o Holy Fuck teve o momento brazucada. Fomos gravar a Alexia Bontempo, o Pierre Aderne e a Tita Lima. E foi aquilo lá, né. No meio disso, uma escapada pra espiar o Curumin na noite do Money Mark. O lugar era enorme e não tava muito cheio. Mas foi muito massa ver a galera pagando pau com direito a Tommy Guerrero surtando na primeira fila.
Deixa eu ficar por aqui, porque hoje tem muita coisa pra ver. Já to atrasado.
No andar de baixo do pico tinha uma bandinha merda tocando e ninguém vendo. O problema era que o andar de cima tava entupido. Não dava nem pra se mexer. As pessoas dançavam só com a cabeça. Consegui me esgueira pelo menos até a varanda onde os caras estavam tocando. Não seu pra ver muito, só ouvir. Mas foi inacreditável. Loucura total, todo mundo hipnotizado. Música pra dançar fora de qualquer padrão, mas ainda assim acessível. Puta que o pariu. Como se vai traduzir a força do show dos caras em letrinhas no blog? Amanhã eles tocam de novo. Vou ver se consigo chegar mais cedo e pegar um lugar na frente.
Antes disso, maratona fodida. Ainda no centro de convenções, peguei o finzinho do show do Cool Kids, que tava massa. Como o Oga, do Projeto Manada, disse uma vez, os caras são a new rave do hip hop. Ao vivo da pra sacar bem essa parada. Na sequência, The Blow fez um show simpático. É só a mina e as bases gravadas. Ela conta histórias engraçadas (mesmo) entre as músicas, o que torna a parada bem divertida.
Ali em frente ao centro de convenções, fomos dar uma olhada no Japan Bash e acabamos assistindo uma banda fudida: Avengers in Sci-Fi. Entra no myspace deles e escuta. Japinhas louquinhos fazendo psicodelia espacial futurista. Com muitos pedais. Muitos. Ainda lá, vimos uma banda fofinha, meio K Records, mas esqueci o nome.
Andamos muito pra chegar ao palco na beira do rio. Lá, o Spoon fez um show gratuito pra uma multidão. Tinha muita gente mesmo. A vibe era massa, muita gente com esteira no chão, cadeiras de praia, crianças pequenas e tudo mais.
O show tava bem legal, consagrador e tal, naipe de metais, coisa fina. Pena que o som era muito baixo. E que a gente teve que abandonar depois de meia hora pra mais uma correria pela cidade pra pegar o show do Lucy and the Popsonics.
Eles fizeram uma apresentação redondíssima. Ganharam fudido o público. Muita gente dançando, gritando entre as músicas, um traveco enlouquecido na primeira fila (no final, a Fernanda puxou a figura pra cima do palco), versão matadora de "Refuse / Resist", muitos discos vendidos, papai nobre orgulhoso.
Entre isso e o Holy Fuck teve o momento brazucada. Fomos gravar a Alexia Bontempo, o Pierre Aderne e a Tita Lima. E foi aquilo lá, né. No meio disso, uma escapada pra espiar o Curumin na noite do Money Mark. O lugar era enorme e não tava muito cheio. Mas foi muito massa ver a galera pagando pau com direito a Tommy Guerrero surtando na primeira fila.
Deixa eu ficar por aqui, porque hoje tem muita coisa pra ver. Já to atrasado.
13 de mar. de 2008
dia 3 parte 1
To na sala de imprensa do centro de convencoes de Austin. Nao ta dando pra carregar meu laptop nas costas porque a mochila ja ta muito pesada com o equipo de luz. Entao se acostuma ai com a falta de acentucao.
Se fosse no Brasil, ia ter jornalista que nao sairia desta sala. Tem dez laptops, impressora, cafezinho, energetico, refrigerante, cookies, sorteios, staff sorridente que vai buscar aguinha pra voce.
No comeco da tarde peguei um show do Born Ruffians. Queria ve-los, mas nao tinha certeza se tocariam em algum lugar esta tarde. To passando em frente a uma casa e escuto uma musica conhecida. Eram eles, no inicio do show. Eles sao muito bons. O baterista e um monstro. O vocalista, molecao, tem aquela mesma voz do disco, e os caras acertam perfeitamente aquelas brincadeiras vocais que rolam nas musicas. Puta show. Dos melhores ate agora.
Depois, passadinha na festa espanhola pra filar um rango com cerveja e ca estamos no centro de convencoes. Passei aqui pra ver o White Williams, que foi bem legal. Agora vou correr pra ver o Cook Kids, no mesmo palco. Esqueci de dizer que ontem vi um pouco do Saul Williams la e foi massa.
De noite, tem Spoon e muito monte de brazucas pra gravar.
Se fosse no Brasil, ia ter jornalista que nao sairia desta sala. Tem dez laptops, impressora, cafezinho, energetico, refrigerante, cookies, sorteios, staff sorridente que vai buscar aguinha pra voce.
No comeco da tarde peguei um show do Born Ruffians. Queria ve-los, mas nao tinha certeza se tocariam em algum lugar esta tarde. To passando em frente a uma casa e escuto uma musica conhecida. Eram eles, no inicio do show. Eles sao muito bons. O baterista e um monstro. O vocalista, molecao, tem aquela mesma voz do disco, e os caras acertam perfeitamente aquelas brincadeiras vocais que rolam nas musicas. Puta show. Dos melhores ate agora.
Depois, passadinha na festa espanhola pra filar um rango com cerveja e ca estamos no centro de convencoes. Passei aqui pra ver o White Williams, que foi bem legal. Agora vou correr pra ver o Cook Kids, no mesmo palco. Esqueci de dizer que ontem vi um pouco do Saul Williams la e foi massa.
De noite, tem Spoon e muito monte de brazucas pra gravar.
desova
As fotos eu vou jogando aqui.
dia 2
Na verdade, hoje foi o primeiro dia do festival. Ontem foi só aquecimento. E já tô moído. Carrega três quilos nas costas, das duas da tarde às duas da manhã andando pra cima e pra baixo pra você ver.
Pelo menos o pra cima e pra baixo me levou pra muitos shows bons. Descobri uma coisa: não dá pra se planejar muito. Você faz meio que uma lista do que você pretende ver no dia, com algumas opções paralelras, e vai na fé. Na fé que vai dar errado. Hoje tentei ir na festa da Domino. Queria ver o White Williams. Nem rolou, a fila era gingantesca. Se ficasse na fila, perderia o show. A solução foi correr pra outra casa e ver a Laura Barrett na noite da Paper Bag Records. Já falei dela aqui. Bem legal, a apresentação da moça. Além dos milhares de calimbas, ela toca um lance meio de efeitos com o pé. Show plácido. Belo aquecimento pro início da noite.
Depois, o melhor show que vi no festival até agora: Sunburned Hand of the Man. Coisa linda de meu deus. Em suas jams espontâneas, os caras (e a mina) transformam barulho em celebração hipnótica. Tudo baseado em temas simples, quase rurais, de baixo e bateria. Depois, ainda mostraram-se gente finíssima na hora que os entrevistei.
Aliás, estrelismo foi coisa que não vi por aqui até agora. O acesso aos artistas é super tranquilo e todos têm se mostrado bastante solícitos. Um clap para a organização do festival: burocracia zero. É tudo calcado no bom senso dos participantes. E nunca vi gente tão simpática e bem treinada como o povo que trampa aqui.
Voltando à noite: depois do Sunburned, rolou uma camelada até o Austin Music Hall, onde tava rolando o Austin Music Awards, prêmio da música local. Legal que, entre um monte de artistas country e homenagens furadas, o Spoon papou uma porção de diplominhas emoldurados. Mas fui lá pelo show de encerramento: Okervill River com Roky Erickson. Tava esperando muito disso, afinal, o último disco do Okervill é o álbum do ano passado que mais ouvi neste ano. E o Roky é o Roky. Foi muito massa. Pena que foi muito curto: três músicas do Okervill e três do 13th Floor Elevators. E foi isso.
Voltamos correndo pra tentar pegar o Dan Deacon no Emo's, mas a fila tava dando medo. O plano b foi voltar à festa da Paper Bag, onde rolou a sorte de ver o Cadence Weapon ao vivo. Que moleque foda. Duvido que tenha show de rap muito melhor que o dele dando sopa por aí. Quando fui entrevistá-lo, contei que era fã do blog dele e ele disse que vai voltar a escrever.
Essa era segunda vez que tinha visto ele hoje. A primeira foi numa jam, no fim da tarde, na festa da Canadian Blast. Jamzinha impressionante, aliás. Só a fina flor da eletrônica / hip-hop canadense, incluindo aí, além do Cadence, Subtitle, Guinslain Poirier e Megasoid (um dos caras do Wolf Parade).
Essas festas da tarde são bocas livres gigantes disputando os credenciados com churrasco (ou comida mexicana), bebida e música. Antes da festa canadense, chegamos na da Ioda, onde o Curumin tocou. O show foi curtíssimo, quatro músicas, mas agradou forte. Teve até gringo tentando cantar o "cadê o din din". Na sequência, ainda nessa festa, rolaram dois belos shows que eu tava querendo ver: os escoceses do Frightened Rabbit e, principalmente, os mexicanos do Chikita Violenta.
Os miguelitos se deram bem. O show foi impecável e tinha gente importante lá pra vê-los: Jeffrey Remedios, da Arts and Crafts, e Cory Brown, da Absolutely Kosher. Ambos foram cumprimentar a banda depois do show.
Até tinha mais pra falar, mas meu corpo tá moído e tô com um puta sono. Já são quatro da manhã. Então é isso.
Pelo menos o pra cima e pra baixo me levou pra muitos shows bons. Descobri uma coisa: não dá pra se planejar muito. Você faz meio que uma lista do que você pretende ver no dia, com algumas opções paralelras, e vai na fé. Na fé que vai dar errado. Hoje tentei ir na festa da Domino. Queria ver o White Williams. Nem rolou, a fila era gingantesca. Se ficasse na fila, perderia o show. A solução foi correr pra outra casa e ver a Laura Barrett na noite da Paper Bag Records. Já falei dela aqui. Bem legal, a apresentação da moça. Além dos milhares de calimbas, ela toca um lance meio de efeitos com o pé. Show plácido. Belo aquecimento pro início da noite.
Depois, o melhor show que vi no festival até agora: Sunburned Hand of the Man. Coisa linda de meu deus. Em suas jams espontâneas, os caras (e a mina) transformam barulho em celebração hipnótica. Tudo baseado em temas simples, quase rurais, de baixo e bateria. Depois, ainda mostraram-se gente finíssima na hora que os entrevistei.
Aliás, estrelismo foi coisa que não vi por aqui até agora. O acesso aos artistas é super tranquilo e todos têm se mostrado bastante solícitos. Um clap para a organização do festival: burocracia zero. É tudo calcado no bom senso dos participantes. E nunca vi gente tão simpática e bem treinada como o povo que trampa aqui.
Voltando à noite: depois do Sunburned, rolou uma camelada até o Austin Music Hall, onde tava rolando o Austin Music Awards, prêmio da música local. Legal que, entre um monte de artistas country e homenagens furadas, o Spoon papou uma porção de diplominhas emoldurados. Mas fui lá pelo show de encerramento: Okervill River com Roky Erickson. Tava esperando muito disso, afinal, o último disco do Okervill é o álbum do ano passado que mais ouvi neste ano. E o Roky é o Roky. Foi muito massa. Pena que foi muito curto: três músicas do Okervill e três do 13th Floor Elevators. E foi isso.
Voltamos correndo pra tentar pegar o Dan Deacon no Emo's, mas a fila tava dando medo. O plano b foi voltar à festa da Paper Bag, onde rolou a sorte de ver o Cadence Weapon ao vivo. Que moleque foda. Duvido que tenha show de rap muito melhor que o dele dando sopa por aí. Quando fui entrevistá-lo, contei que era fã do blog dele e ele disse que vai voltar a escrever.
Essa era segunda vez que tinha visto ele hoje. A primeira foi numa jam, no fim da tarde, na festa da Canadian Blast. Jamzinha impressionante, aliás. Só a fina flor da eletrônica / hip-hop canadense, incluindo aí, além do Cadence, Subtitle, Guinslain Poirier e Megasoid (um dos caras do Wolf Parade).
Essas festas da tarde são bocas livres gigantes disputando os credenciados com churrasco (ou comida mexicana), bebida e música. Antes da festa canadense, chegamos na da Ioda, onde o Curumin tocou. O show foi curtíssimo, quatro músicas, mas agradou forte. Teve até gringo tentando cantar o "cadê o din din". Na sequência, ainda nessa festa, rolaram dois belos shows que eu tava querendo ver: os escoceses do Frightened Rabbit e, principalmente, os mexicanos do Chikita Violenta.
Os miguelitos se deram bem. O show foi impecável e tinha gente importante lá pra vê-los: Jeffrey Remedios, da Arts and Crafts, e Cory Brown, da Absolutely Kosher. Ambos foram cumprimentar a banda depois do show.
Até tinha mais pra falar, mas meu corpo tá moído e tô com um puta sono. Já são quatro da manhã. Então é isso.
12 de mar. de 2008
dia 1
"os taxistas são o termômetro desta cidade"
Terminamos a noite ouvindo crunk no talo - mais precisamente "It's Going Down", do Young Joc - num táxi que demorou horas pra aparecer. Antes disso, o dia tinha sido longo. A viagem, com conexão em Houston, foi tranquila. No avião, além do Beto e eu, estavam Curumim e banda e o Rodolfo, da Amplitude, e senhora. Em Houston, me mandaram pra salinha reservada, para um inspeção mais detalhada da minha bagagem. Não pegou nada, mas um diálogo foi memorável:
- policewoman - você traz alguma coisa nessa mochila, tipo uma maçã?
- eu - uma maçã? por que, você quer uma maçã?
- policewoman - sei lá, às vezes as pessoas pegam maçãs no avião...
- eu - ...
Vale lembrar também o vídeo simpático que passa para o povo na fila da imigração. É um lance tipo Brasil miscigenado, só que americano, com trilha grandiosa e sequências muito VA. A mais tosca de todas é a de um cadeirante em alta velocidade em uma estrada no deserto.
Aí, já em Austin, pegamos um transfer pro hotel - a 7 milhas do centro, vale lembrar - e o motorista da van era brasileiro. Reclamou um monte da baixa do dolar e tudo mais. Mais tarde pegamos um taxista goiano. Disse que só passaria mais quinze dias nos EUA. "Não vale mais a pena".
Tá. O festival é foda. Puta estrutura, puta organização. E olha que o braço musical ainda nem começou oficialmente. Peguei meu badge, que vale só 650 dólares, e a sacola - uma ecobag com estampa desenhada pelo Thurston Moore - repleta de tralhas. Uma ou outra coisinha lá dentro se salva. No Centro de Convenções de Austin, coração da parada, se concentram a feira, a área de credenciamento, a sala de imprensa, a área de distribuição de sacolas e um palco diurno. Tudo devidamente cheio de wi-fi e cafés vendendo blends sei lá o que do Starbucks. O fumódromo tem vista pra cidade e a sala de imprensa de um monte de laptops e palquinho pra coletivas, além de refrescos e cafezinhos à vontade. Lá, descolamos brochinhos do Wesley Willis. Chorei. O resto do festival acontece espalhado pelo centro da cidade.
De show, teve pouca coisa. Fomos cobrir o dos cearenses do Telerama, numa festa internacional. O público curtiu a timidez inocente do power pop da garotada. Perdemos uma das festas de abertura, com show do Moby. Mas fomos ao Emo's onde pegamos um show muito muito muito muito fudido do Portugal the Man. Nunca tinha ouvido a banda e fiquei de cara: um híbrido de Black Mountain, Akron/Family e Dr Dog. A cereja do bolo é o vocalista que canta como um Jack White neguinha. Antes, teve o Scissors for Lefty, que foi legalzinho. Num outro palco, vimos o The Blakes, trio bem competente. Mas, competente por competente, como disse o Nobre, "banda aqui, se não tiver tudo certinho, nem sai da garagem".
Não falei que tinha reencontrado o Nobre no Emo's, depois de encontrá-lo de manhã no saguão do hotel junto com o Mateus. Alta concentração brazuca no Ramada Limited periférico. A última da noite foi, Beto, Nobre e eu, no coquetel de abertura do festival. Tinha um nacho com strogonoff de cheddar apimentado que tava uma delícia, viu.
Acho que teve mais coisa, mas já passou das três e meia e amanhã tem mais.
Terminamos a noite ouvindo crunk no talo - mais precisamente "It's Going Down", do Young Joc - num táxi que demorou horas pra aparecer. Antes disso, o dia tinha sido longo. A viagem, com conexão em Houston, foi tranquila. No avião, além do Beto e eu, estavam Curumim e banda e o Rodolfo, da Amplitude, e senhora. Em Houston, me mandaram pra salinha reservada, para um inspeção mais detalhada da minha bagagem. Não pegou nada, mas um diálogo foi memorável:
- policewoman - você traz alguma coisa nessa mochila, tipo uma maçã?
- eu - uma maçã? por que, você quer uma maçã?
- policewoman - sei lá, às vezes as pessoas pegam maçãs no avião...
- eu - ...
Vale lembrar também o vídeo simpático que passa para o povo na fila da imigração. É um lance tipo Brasil miscigenado, só que americano, com trilha grandiosa e sequências muito VA. A mais tosca de todas é a de um cadeirante em alta velocidade em uma estrada no deserto.
Aí, já em Austin, pegamos um transfer pro hotel - a 7 milhas do centro, vale lembrar - e o motorista da van era brasileiro. Reclamou um monte da baixa do dolar e tudo mais. Mais tarde pegamos um taxista goiano. Disse que só passaria mais quinze dias nos EUA. "Não vale mais a pena".
Tá. O festival é foda. Puta estrutura, puta organização. E olha que o braço musical ainda nem começou oficialmente. Peguei meu badge, que vale só 650 dólares, e a sacola - uma ecobag com estampa desenhada pelo Thurston Moore - repleta de tralhas. Uma ou outra coisinha lá dentro se salva. No Centro de Convenções de Austin, coração da parada, se concentram a feira, a área de credenciamento, a sala de imprensa, a área de distribuição de sacolas e um palco diurno. Tudo devidamente cheio de wi-fi e cafés vendendo blends sei lá o que do Starbucks. O fumódromo tem vista pra cidade e a sala de imprensa de um monte de laptops e palquinho pra coletivas, além de refrescos e cafezinhos à vontade. Lá, descolamos brochinhos do Wesley Willis. Chorei. O resto do festival acontece espalhado pelo centro da cidade.
De show, teve pouca coisa. Fomos cobrir o dos cearenses do Telerama, numa festa internacional. O público curtiu a timidez inocente do power pop da garotada. Perdemos uma das festas de abertura, com show do Moby. Mas fomos ao Emo's onde pegamos um show muito muito muito muito fudido do Portugal the Man. Nunca tinha ouvido a banda e fiquei de cara: um híbrido de Black Mountain, Akron/Family e Dr Dog. A cereja do bolo é o vocalista que canta como um Jack White neguinha. Antes, teve o Scissors for Lefty, que foi legalzinho. Num outro palco, vimos o The Blakes, trio bem competente. Mas, competente por competente, como disse o Nobre, "banda aqui, se não tiver tudo certinho, nem sai da garagem".
Não falei que tinha reencontrado o Nobre no Emo's, depois de encontrá-lo de manhã no saguão do hotel junto com o Mateus. Alta concentração brazuca no Ramada Limited periférico. A última da noite foi, Beto, Nobre e eu, no coquetel de abertura do festival. Tinha um nacho com strogonoff de cheddar apimentado que tava uma delícia, viu.
Acho que teve mais coisa, mas já passou das três e meia e amanhã tem mais.
11 de mar. de 2008
oficialmente
Bima direto de Austin. Que venha o SXSW.
5 de mar. de 2008
por onde começar?
Lyrics Born, Talib Kwell, Ice Cube, The Tough Alliance, Peer Pressure, Socalled, The Slits, Neon Neon, Tiny Masters of Today, Two Gallants, The Spinto Band, Dr Dog, Videohippos, Best Fwends, Oppenheimer, X, Why?, Chikita Violenta, David Bazan, Dan Deacon, Ecstatic Sunshine, Matt & Kim, Digitalism, Constantines, Los Campesinos, DJ Scotch Egg, HEALTH, An Albatross, M.Ward, Black Moth Super Rainbow, MSTRKRFT, Flosstradamus, Kid Sister, A-Track, Chromeo, Basia Bulat, Vampire Weekend, DeVotchka, Love as Laughter, Blitzen Trapper, Fleet Foxes, No Age, Joseph Arthur, The Little Ones, Rogue Wave, Tapes'n Tapes, Doveman, Castanets, Blue Cheer, Supersuckers, The Dodos, Akron/Family, Crystal Castles, Does It Offend You, Yeah?, Cool Kids, Clipse, Mae Shi, Takka Takka, Dalek, Tilly and the Wall, Plants and Animals, Sightings, Sunburned Hand of the Man, J Mascis, Thurston Moore, Born Ruffians, Portastatic, Shout Out Louds, She and Him, Destroyer, Atlas Sound, Man Man, Unsane, El Guincho, Cut Copy, Bodies of Water, Half Japanese, Santogold, N.E.R.D, Dizzee Rascal, Bearsuit, Scissors for Lefty, Del The Funky Homosapien, Spoon, Yo La Tengo, My Morning Jacket, Diplo, Flying Lotus, Guns'n Bombs, Thieves Like Us, Boyz Noise, Money Mark, Tommy Guerrero, Islands, Tim Fite, Billy Bragg, Mark Kozelek, Ghislain Poirier, Pit er Pat, Yeasayer, Jens Lekman, No Age, Wombats, Black Mountain, MGMT, Blood on the Wall, El-P, Cadence Weapon, White Williams, The Blow, Times New Viking, Yacht, Holy Fuck, Lightspeed Champion, Sons & Daughters, The Kills, Simian Mobile Disco, Okervill River feat/ Roky Erickson, Peter and the Wolf, Ola Podrida, Mahjong, Saturday Looks Good to Me, Kimya Dawson, Japanther, Be Your Own Pet, Laura Barrett, Woodhands, The Acorn, Frightened Rabbit, Aberfeldy, Cassettes Won't Listen, Elf Power, Octopus Project, Steve Reich, R.E.M.
Semana que vem parto pro South by Southwest. Vou cobrir a participação dos brasileiros para o programa de TV. No tempo livre, queria pegar esses showzinhos aí em cima. Se conseguir assistir a dez por cento disso já tô feliz.
Semana que vem parto pro South by Southwest. Vou cobrir a participação dos brasileiros para o programa de TV. No tempo livre, queria pegar esses showzinhos aí em cima. Se conseguir assistir a dez por cento disso já tô feliz.
26 de fev. de 2008
já é
| CO 0092 | O | SAO - GUARULHOS | HOUSTON | 10/03/2008 | |||
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