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28 de abr. de 2009

mais sxsw no radiola

parte 2, com Daniel Johnston, Passion Pit, Au Revoir Simone, Cursive, No Age e Matt & Kim:


parte 3, sem cortes (a versão que foi ao ar na Cultura foi censurada por conta do estado da Fê em dado momento), com Girls, Mae Shi, Woods, Wavves, Popo, Pre, Dark Meat, patinação artística com Holger, Holger ao vivo, Grizzly Bear, Dinosaur Jr, Pterodactyl e Starfucker:

7 de abr. de 2009

back in school

Bom, eu tava conversando com a Quinn, minha amiga que organiza os debates do Pop Montreal, dizendo que ela tinha que levar o professor do Langley School Music Project pra participar do simpósio, ou mesmo pra fazer alguma atividade no Kids Pop, que é a parte infantil do festival. Aí resolver se tinha algum material no youtube sobre isso e encontrei esse documentário da VH1. Então, nem vou explicar a história do LSMP. Assiste e tenta não se emocionar:


parte 1


parte 2


parte 3

Daí eu lembrei da faixa nova do Passion Pit (que, aliás, tá pronta e fodona dando sopa por aí), que utiliza um coral infantil e fui checar qual é. O vídeo da gravação eu já tinha postado aqui no Bima, mas não sabia que eles chamavam PS22, tinham este blog, e já tinham gravado com um monte de figurões. Bom, vamos ao que vale a pena: essa versão inacreditável pra "I'll Be Your Mirror", do Velvet:



Vale dar uma olhada aqui, que tem eles ainda cantando de Björk a Coldplay.

27 de jan. de 2009

vem aí

Que beleza, que beleza, que beleza. Passion Pit está em estúdio, gravando seu primeiro disco. Se vier no naipe das coisas do EP, acrescido de uma qualidade de áudio que dê pra tocar em pista, vai de cara pra listinha de melhores do ano. A julgar por este vídeo, da Fader, com o Michael Angelakos gravando com um coral de crianças, o lance vai ser foda:



Enquanto o disco não vem, vai na Rcrdlbl e cata um remix de "Sleepyhead". Mas já aviso: não chega aos pés da original.

5 de nov. de 2008

essa vai ser hit no neu

Bom, pelo menos é hit no meu carro - assim como todo EP - há mais de um mês.



"Sleepy Head" - Passion Pit

13 de out. de 2008

pop montreal - dia 4

montreal
De tarde, passei no Divan Orange pra ver o Macaco Bong. O mais engraçado é entrar nesse pub, pequeno e com um cheiro que mistura suor e cerveja, e dar de cara com Owen Pallet tomando uma cervejinha enquanto escreve partituras em seu computador. Antes dos Macacos, assisti a um show simpático do D'urbevilles, banda de moleques espertos de Toronto. Tinha muita gente lá pra vê-los e boa parte do público foi embora antes do show dos brazucas. Ainda assim ficou bastante gente importante na platéia e, quem viu, parece ter aprovado o show do trio. Saí de lá pra jantar com a cúpula do Pop e alguns delegados internacionais na Sala Rossa. A Sala Rossa é o clube espanhol, adquirido pela turma da Constellation pra realizar shows no salão principal. O restaurante também é deles. Mas os velhinhos espanhóis continuam utilizando o lugar, jogando baralho no meio da juventude descolada da cidade. Entre tapas deliciosos, o destaque foi para o queijo de cabra frito com melo. Delícia. De lá, tentamos pegar o show do Alden Penner na federação ucraniana. Chegamos na última música, uma pena, pois o que vi foi muito bom. Penner era um dos Unicorns, banda que deu origem ao Islands. O show é o cara cantando e tocando violão junto com dois saxofonistas. Voltamos para a Sala Rossa para garantir entrada para o show do Dodos e acabei descobrindo o Passion Pit. Na verdade, no jantar já havia um burburinho sobre a banda, labelmate do Dodos. São cinco caras, três tocando teclados, um baixo e uma bateria. O som tem muito de Hot Chip e Postal Service, com algo de disco e soul. Um dos tecladistas canta, e sua voz é muito estranha, muito aguda e quase desafinada. A verdade é que faltou pressão no show, mas fiquei de cara com as músicas e decidi levar o EP dos caras. Resultado: não paro de ouvir essa porra há uma semana. É muito bom, vai atrás. Aproveitei o show chatinho do Au pra tentar ver como estava o show do Lucy and the Popsonics. Cheguei no finzinho da última música e vi um lugar lotado ovacionando a dupla. Ganharam fudido. Nobre tava felizão vendendo merchandise pra caralho. Voltei pra Sala Rossa pra, finalmente, ver o Dodos.

Bom, em primeiro lugar, os caras lançaram um dos meus discos favoritos deste ano. Acho que só perde pro Why? e pro Max Tundra. Tava louco pra ver o show deles e parece que não era o único. O lugar tava abarrotado. Aí veio a notícia que o vocalista tava com mono e fiquei apreensivo. Bom, eles fizeram o show. Curto, mas fizeram. E o cara é foda. Os dois são foda. O vocalista, doente ou não, fica possuído, entregue a cada acorde, a cada berro. Usa dois microfones, uma pra cantar e outro pra fazer os backing vocals mais gritadaos, que são loopados. E o baterista é um caso à parte. Usa só três surdos e um chimbau. Suas levadas são totalmente diferentes do que se pode esperar de um duo folk, e o aro dos surdos é utilizado o tempo todo. De vez em quando, entra mais um músico no palco pra tocar vibrafone e marretar um latão. Coisa foda. Aí que depois do show curto, eles voltam pro bis e rola essa. Eu tava na segunda fileira e gritei "Winter". O vocalista olha pra mim e diz "Winter?". E eu: "É, vim do Brasil só pra ouvir isso ao vivo". Ele: "Poxa, desculpa...". Nisso, o baterista manda: "O cara veio do Brasil...". Eles pedem autorização pro cara da casa e começam a tocar "Winter". Antes, o baterista ainda solta pra mim um "You got it". Haha. A casa inteira virou pra mim e eu querendo derreter. Mas a música é foda e valeu a cena. Ficaram devendo "Red and Purple", mas não tive cara de pau pra pedir essa também.

Depois disso, passei pra ver o Hillotrons, mas nem empolguei e fui pra afterparty do North by Northwest. Começou morna, apesar da cerveja, vinho e comida grátis. Até que sobe no palco o Ninjasonik e, praticamente ao mesmo tempo, chega na casa toda a banca do Round Robin do Dan Deacon. Aí foi aquela loucura. Todo mundo se matando na platéia. Uma mão gigante vinha do mezanino passando a mão na cabeça de todo mundo. Cerveja voando a todo momento. E os caras fazendo aquele rap eletrônico tosco, mas divertidíssimo. Pra completar, os caras do Death Set subiram ao palco pra fazer em conjunto o mashup de "Tight Pants" com "Negative Thinking".