17 de abr de 2007

Abril Pro Rock

Top 5:

- Lee Perry
- Los Alamos
- Mutantes
- Orquestra Contemporânea de Olinda
- Nação Zumbi

quase lá:

- Sepultura

o salgadinho:

- coxinhas do Rei da Coxinha (camarão com catupiry, bacalhau, charque)

o restaurante:

- mais um vez, Parraxaxá

os gente-fina:

- Los Alamos

molecada bizarra:

- Fiddy


10 de abr de 2007

No Milo


O show do The Name semana passada foi fudido. Ainda este mês:

12/04 Constanza + Claudinha Bukowski
19/04 Comma + Allan Lito
26/04 Bernhard Gal + Carlos Issa

Os novos vikings

Folha de São Paulo - 16/11/2006

Artistas de diferentes estilos, mas com alta sensibilidade, fazem da Suécia um fervilhante pólo exportador de música pop contemporânea

Tradicional reduto de excelência pop -de Abba a Hives-, a Suécia sempre deu ao mundo artistas com talento especial para burilar canções agradáveis aos ouvidos e capazes de grudar no cérebro. Nos últimos anos, o país tem exportado uma impressionante geração de novas bandas e músicos, atuantes nos mais diversos segmentos da música pop, da eletrônica ao folk, passando pelo indie rock.
Artistas como José Gonzáles, The Knife, Love Is All, I'm From Barcelona e Peter, Bjorn and John têm sido abraçados internacionalmente por revistas descoladas, sites importantes e, é claro, blogs de MP3.
O Brasil vai ter a chance de conhecer mais de perto um pouco dessa movimentação com a Invasão Sueca, turnê que desembarca por aqui em dezembro, capitaneada pelo trovador Jens Lekman, um dos personagens mais interessantes dessa nova safra.
Lekman chega ao país acompanhado pelo trio Hell on Wheels e por Sarah Assbring, que no palco atende pelo nome El Perro Del Mar, para shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. Segundo os organizadores, a tour é um embrião de um projeto que deve, no ano que vem, trazer ainda mais artistas suecos ao Brasil.
Enquanto os invasores não chegam, há tempo para se preparar para o ataque conhecendo alguns dos principais nomes da geração atual do pop sueco. O cantor José Gonzáles, filho de pais argentinos, é o mais popular deles. Soa como um parente escandinavo do freak folk americano, equilibrando em partes iguais influências de João Gilberto e Nick Drake.
Chegou ao top 10 da parada britânica por conta de uma versão de "Heartbeats", dos conterrâneos The Knife, trilha de um comercial de televisores. Nos EUA, "Crosses", outra canção de "Veneer", primeiro disco de Gonzáles, acompanhou o encerramento da temporada 2005 do seriado "The O.C.".
Quem ouve a "Heartbeats" de Gonzáles, um intimista "bedroom folk", mal pode imaginar que a versão original da música seja um electro-pop arrasa quarteirão, faixa do álbum "Deep Cuts", de 2003, do Knife.
Já "Silent Shout", lançado neste ano na Europa, conduziu a eletrônica sombria e inteligente dos misteriosos irmãos Olof e Karin Dreijer (eles só aparecem ao vivo vestindo máscaras) a inúmeras resenhas elogiosas e capas de revistas como a americana "XLR8R", que descreveu o som do Knife como "uma das mais intrigantes propostas do pós-tecno".
O hino sueco das pistas em 2006, entretanto, vem de um trio com uma proposta muito menos dançante que a do Knife. "Young Folks", a "música do assobio", de Peter, Bjorn and John, tem causado comoção em festas rockers de São Paulo.
Calcada em um beat minimalista acompanhado de maracas e congas, e no tal assobio que gruda na cabeça à primeira audição, a música é o hit instantâneo de "Writer's Block", álbum lançado neste ano no exterior.
Nele, a banda explora com competência diferentes paisagens sonoras, de oceanos de guitarras saturadas a ensolarados elementos de eletrônica.
Pop ensolarado é uma praia em que o absurdo I'm From Barcelona é mestre. Trata-se de um coletivo de nada menos que 29 músicos, todos empenhados em celebrar as alegrias da vida por meio de uma música fofa.
"Let Me Introduce My Friends", o CD de estréia, traz um punhado de sorrisos embalados por violões, cordas, metais, banjos e uma infinidade de instrumentos em músicas que versam sobre amizade, coleções de selo e casas de árvore.
Em um espectro oposto, reside o indie raivoso do Love Is All, mais uma sensação nórdica. O primeiro disco do quinteto, "Nine Times the Same Song", mostra em dez ressentidas canções de amor que o grupo aprendeu tanto com a no wave nova-iorquina quanto com o art punk britânico, sem nunca deixar de lado o apelo pop. No atual momento da música sueca, ainda sobra espaço para nomes como Suburban Kids with Biblical Names, The Legends, Dungen, Loney, Dear, The Embassy, The Concretes.
A lista é grande, mas vale uma checada. O bom é que, hoje em dia, não é tão difícil encontrar alguns deles.

Lekman faz jóias com histórias tolas
Cantor é a principal atração da turnê de novos artistas suecos que desembarca no Brasil em dezembro

Folha de São Paulo - 16/11/2006

Principal atração da tour Invasão Sueca, que passa por Curitiba, Rio e faz parada em São Paulo em 13 de dezembro, Jens Lekman é considerado um dos atuais queridinhos do Pitchforkmedia (www.pitchfork media.com). O site americano tornou-se referência para fãs de música. "O problema é o "clube do 8". As pessoas confiam cegamente em qualquer resenha em que o site dê uma nota superior a 8", diz ele, por telefone, de Gotemburgo.
Lekman é um dos seletos membros do tal clube, do qual ficou sócio com o lançamento de "Oh You're So Silent Jens", em 2005. Seu segundo álbum cheio, assim como o primeiro, "When I Said I Wanted to Be Your Dog", é, na verdade, uma coletânea de EPs, formato preferido pelo músico.
Dotado de uma voz de crooner de big band e um talento especial para transformar histórias aparentemente tolas em letras que são verdadeiros achados, Lekman chama a atenção tanto pela qualidade quanto pelo volume -"estou trabalhando em 50 músicas"- de sua produção, que ele define como "música para embalos de sábado à noite; aí, quando você vê, já é domingo de manhã e na segunda você vai morrer".
A definição pode dar uma boa idéia do que é a música de Lekman: um emaranhado de referências que passam pela tristeza agridoce do Belle and Sebastian, o romantismo cara-de-pau do Magnetic Fields, a atmosfera das produções de Phill Spector e, até, as colagens sonoras do Avalanches.
Em 2004, Lekman foi eleito o 15º homem mais sexy da Suécia pela versão local da revista "Elle". "Em 2005, fui o 33º e em 2006 eu nem entrei. Juro que no ano que vem eu volto para a lista", brinca. Mas ele diz que não é muito popular em seu país. "O José Gonzáles vendeu muito mais discos."
Lekman chegou a abandonar a música em 2005, por quatro meses. "Eu me comprometi com coisas que não deveria, o que atrapalhou um relacionamento", explica, vago. "Acabei culpando a imprensa por isso." Decidiu buscar um "emprego normal", que encontrou em um bingo em sua cidade natal. "Só agüentei dois dias. Então decidi voltar a fazer música."
Sobre os shows no Brasil, Lekman não tem muita certeza de como serão. "Acho que vou levar um baterista e um trompetista comigo", diz. "Talvez chame o pessoal do Hell on Wheels, companheiros de turnê, para me ajudar. Talvez ache um baixista no Brasil."
Lekman está acostumado a recrutar músicos nos próprios países onde toca. "Se não fosse assim, seria muito difícil tocar em lugares mais distantes."



9 de abr de 2007

coupland

trecho do jPod, livro do Douglas Coupland:

"Here's my theory about meetings and life: the three things you can't fake are erections, competence and creativity. That's why meetings become toxic - they put uncreative people in a situation in which they have to be something they can never be. And the more effort they put into concealing their inabilities, the more toxic the meeting becomes. One of the most common creativity-faking tactics is when someone puts their hands in the prayer position and conceals their mouth while they nod at you and say, "Hmmmmm. Interesting." If pressed, they'll add, "Ill have to get back to you on that." They don't say anything else.

The uncreative people who run a meeting say such things as, Does anybody have something to say about Ethan's idea? The ensuing silence makes even a good idea look stupid.

Or they'll say, That's an interesting idea, but let's focus on matters at hand.

Many people think that the best way to make meetings tolerable is to walk into the room and fire away with lots of ideas to get juices flowing. Such ideas goad uncreative colleagues into building more elaborate strategies to conceal their lack of creativity. You think you're giving away all this great material, but all you're really doing is generating fear and envy.

In a way, the best meetings are the ones where nobody is creative and nobody has any ideas about anything. People sit around, stare at their notepads, and then, after a plausible amount of time has passed, everyone leaves. Everybody's happy because nothing was demanded of them, and nobody was made to look bad in front of the others.

Knowing all of this doens't make meetings any less numbing, but at least now you know why they're numbing.

In general, if you have been stupid enough to venture a new and possibly good idea during a meeting, you may as well kiss it goodbye. On the other hand, you might as well enjoy the behaviour of you co-workers as they try to attach their names to your idea, while at the same time distancing themselves from it. Co-workers will generate and email trail of bland musings that can function as good evidence or bad evidence.

Hi, Ethan - interesting idea you reminded Glenn about - racking up the CPUs in a Kendall formation may just work. Let's maybe talk about it some time. Did Sheila get you those upgrade cards like I asked?

The above email 1)took almost no work to do; 2)leaves a connective trail to you an your idea; 3)gives the illusion of friendship and caring."

Bem-vindos à minha vida...

2 de abr de 2007

braz-ill

Essa é a capinha da coletânia Braz-ill, que acompanha a última edição da revista holandesa Gonzo (Circus). O disco dá uma geral no que tá rolando de novo e legal no Brasil. Tem de Maurício Takara a Lulina, e até Vurla (!). Quando chegar minha cópia, boto o disco pra baixar. Na revista tem também uma matéria ("Satanische Samba") sobre a atual movimentação do underground brasileiro mais leftfield. Tem até um depoimento meu. Pena que não entendo nada de holandês.

apanhador sobel

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