1 de out de 2007

let the seasons begin


Era a quarta noite sold out do Beirut na Sala Rosa, que é um pouco maior que o CB, só que sem mesas e cadeiras. Tinha fila na porta, gente implorando por ingressos, brasileiros tentando esqueminhas pra conseguir entrar. Tive a sorte de terem incluído meu nome na lista. cheguei cedo e aproveite pra jantar no restaurante do lugar. A Sala Rosa fica no Clube Social Espanhol. O prédio agora é do povo da Constellation, que comanda a casa de shows e o restaurante, mas garante o local pros velhinhos espanhóis jogarem baralho. Enquanto jantava - o serviço era leeeento -, a fila se formava. Quem abriu a noite foi a one band Alaska in Winter, que me surpreendeu com um show bem legal, enquanto o público entrava na casa. O cara solta as bases e só canta, com a voz alterada por um vocoder. Enquanto isso, o telão mostra o figura tocando todos os instrumentos da música, com a mesma roupa que ele está usando na hora. Muito massa. Depois veio a Colleen, que fez todo mundo sentar no chão para um show tão curto quanto bonito, todo feito com loops criados na hora de instrumentos variados, como celo, clarinete, violão e até caixa de música. Então teve o Beirut. Caralho, que show impressionante. São sete caras e uma mina no palco. Ao vivo, as músicas do Zach Condon, que já são fudidas, fazem mais sentido ainda. O Zach é um menininho, cara de bebezão, completamente nerd, com dock sides e cinto trançado. Dança atrapalhado, esbarra sem querer nos músicos empoleirados no palco pequeno. Mas que voz, tem o cara. Voz e carisma. O resto da banda toca como que hipnotizado por ele, canta junto, sente as músicas. O público, então, nem se fala. Só vi coisa parecida em show do Los Hermanos. Tá, e no do Arcade Fire. É um festival de mãos no rosto, cabelos puxados e gritos ensandecidos. Zach retribui em francês. Encabulado, grita como a platéia. E a música é sublime. Encontro perfeito de ritmos do leste europeu com metais de mariachi. O show foi ontem à noite. Tô bobo até agora. Escreve aí: esses caras vão ser muito grandes.

complemento: esqueci de dizer que teve que rolar um segundo bis. Voltou o Zach sozinho com um ukelele. E tocou "Halleluya", do Leonard Cohen. Não preciso dizer que o lucar veio abaixo.

Um comentário:

ms.tambourine disse...

Que lindo, Dago. Ano que vem estou me programando pra viajar e pegar algum show dele =) Vício!