23 de nov de 2008

sunny day in glasgow

Muito boa, a primeira edição paulistana do Noise. Já começou bem com o show do Black Drawing Chalks, melhor coisa que saiu de Goiânia desde sempre - ou desde a inauguração da Frutos do Cerrado. A molecada mostra que o rock de roqueiro ainda pode encontrar caminhos, jogando peso num rock setentão cheio de boas melodias. Os argentinos do Tormentos fizeram aquele show de surf music que se espera de uma banda de surf music: quem já viu uma, já viu todas. Já os Ambervisions, mesmo numa tarde em que as coisas não deram muito certo musicalmente, é daquelas bandas que vai sempre ser divertida em cima do palco. Os belgas do Motek não emocionaram e os finlandeses do Flaming Sideburns, com um vocalista argentino vestido de vocalista argentino, foram risíveis. Aí teve o Black Mountain. Pô, foi a terceira vez que vi os caras ao vivo e a terceira vez que fiquei impressionado. O lance é brutal. O som da guitarra é um absurdo. O show é daqueles que não dá muita opção a não ser se deixar carregar pelo peso quase narcótico da banda, que faz até o termo "etéreo" não soar pejorativo. Acredite. Pena que o show foi curto.

O segundo dia, chuvoso, começou e terminou com shows ensolarados. O Homiepie, uma das minhas novas favoritas, em seu quinto show, mostrou que aguenta um palco grande mesmo sem ter bateria. O último show foi o Vaselines, que levou ao palco a nata da realeza escocesa, mas que encantou com o sorriso contagiante da Frances e aquelas músicas canções tão despretenciosas quanto perfeitas. O recheio teve os americanos do Calumet-Hecla, com um som que tinha tudo pra eu gostar, mas não bateu; o Do Amor com a tradicional competência em converter indies à micareta; os chilenos do The Ganjas, que mandaram bem num metal shoegazer; e o Helmet que foi looooongo, mas até que valeu pelo bis. Tomara que role ano que vem de novo. E que mais gente compareça.

Um comentário:

Eduardo disse...

Pois é

e teve o show do Black Lips, que caminhava para ser o melhor show da noite, quando os caras foram expulsos do palco no meio do show.
Não entendo porque um festival gasta dinheiro pagando o cache das bandas, as passagens, estadias e tudo mais, depois mandam os caras embora no meio do show.
Faltava metade do show ainda, eu peguei uma das copias do set list no final, e ainda faltavam umas 6 ou 7 musicas.
Fiquei chateado de não poder ver o show dos Black Lips.