11 de fev. de 2008
da série: "os deliciosos plágios dos filmes publicitários"
Escuta a trilha. Essa batidinha, esse assobio em cima... conhece de algum lugar?
música e mercado
Aí que alguém se propôs a falar de mercado musical com seriedade e propriedade. Mais que cagar regra, tentar entender o que acontece conforme vai acontecendo. Porque, hoje em dia, é o único jeito que dá. Olha aqui.
sinistro
Ele podia ser mais um adolescente incluído nessa onda teen folk recente. Acontece que o gaúcho Vinícius Gageiro Marques se matou em julho de 2006. Tinha 16 anos e respondia virtualmente por Yoñlu. Fiquei sabendo dessa história num papo no Berlin com o Claudião e o Gui, duas semanas atrás. Além da música - ele gravava canções acústicas e tinha colaborações com o escocês Sabrepulse, atuante na cena 8-bit -, o moleque fotografava e pintava bem. A última edição da Época traz uma longa matéria sobre essa história, o que me lembrou de buscar por aí o material dele. Achei um post num fórum com links para algumas músicas gravadas e seu perfil na Lomo.Homes. Nem que seja por curiosidade mórbida, vale a pena dar uma olhada na obra do garoto. A Allegro Discos promete para ainda este mês um CD com músicas do Yoñlu.
8 de fev. de 2008
rolling stone - dezembro/07
Cansei de Ser Sexy
Planeta Terra
quatro estrelas
O bom filho...
Antes de se lançar na longa aventura no exterior, um dos grandes charmes do Cansei de Ser Sexy era a dificuldade em traduzir seu potencial em música ao vivo, não só pela famosa inabilidade com os instrumentos, mas também pela incapacidade em controlar o caos criativo pelo qual era regido. A instabilidade era ingrediente-chave das apresentações, geralmente experiências bastante divertidas. O Cansei do Planeta Terra 2007 é outro: uma banda segura e eficiente, bem-iluminada e bem-tratada, mas, nem por isso, menos interessante. As boas composições de Adriano Cintra e companhia ganham inesperados novos contornos ao vivo, enquanto o carisma de Lovefoxxx e o espírito festeiro do grupo seguem intactos. Em muitos momentos, o Cansei – isso, Cansei, como diz seu público original, e não CSS como teimam em chamá-los os gringos – parece ainda ser apenas a banda que tocava o puteiro nos palquinhos do underground paulistano. E, mais, parece se esforçar para não deixar de sê-la. “A gente não pode esquecer de onde veio”, explica Lovefoxxx ,antes de “I Wanna Be Your J-Lo”, hit daquela época. Quase no final, Carol perde o pedal do bumbo em “Music is My Hot Hot Sex” e, por alguns instantes, só sobra o “velho Cansei” sobre o palco, mas nada que uma multidão bem disposta e uma ótima frase (“Ele é fodão, mas eu sei que eu sou também”) não resolvam. O símbolo da paz pintado no rosto da vocalista nem precisava estar lá. Ela é a dona do show, às vezes tão menina quanto as meninas que a endeusam da platéia, às vezes a deusa multicolorida que tais meninas insistem em enxergar. O set traz música nova (um surf-rap-new-wave), a esperada versão de “Pretend We’re Dead” (L7) e as toneladas de hits do primeiro disco. “Let’s Make Love and Listen do DFA” chega consagradora, finalizando o show. E os paulistanos podem ficar tranqüilos: o Cansei do mundo ainda é coisa nossa.
Planeta Terra
quatro estrelas
O bom filho...
Antes de se lançar na longa aventura no exterior, um dos grandes charmes do Cansei de Ser Sexy era a dificuldade em traduzir seu potencial em música ao vivo, não só pela famosa inabilidade com os instrumentos, mas também pela incapacidade em controlar o caos criativo pelo qual era regido. A instabilidade era ingrediente-chave das apresentações, geralmente experiências bastante divertidas. O Cansei do Planeta Terra 2007 é outro: uma banda segura e eficiente, bem-iluminada e bem-tratada, mas, nem por isso, menos interessante. As boas composições de Adriano Cintra e companhia ganham inesperados novos contornos ao vivo, enquanto o carisma de Lovefoxxx e o espírito festeiro do grupo seguem intactos. Em muitos momentos, o Cansei – isso, Cansei, como diz seu público original, e não CSS como teimam em chamá-los os gringos – parece ainda ser apenas a banda que tocava o puteiro nos palquinhos do underground paulistano. E, mais, parece se esforçar para não deixar de sê-la. “A gente não pode esquecer de onde veio”, explica Lovefoxxx ,antes de “I Wanna Be Your J-Lo”, hit daquela época. Quase no final, Carol perde o pedal do bumbo em “Music is My Hot Hot Sex” e, por alguns instantes, só sobra o “velho Cansei” sobre o palco, mas nada que uma multidão bem disposta e uma ótima frase (“Ele é fodão, mas eu sei que eu sou também”) não resolvam. O símbolo da paz pintado no rosto da vocalista nem precisava estar lá. Ela é a dona do show, às vezes tão menina quanto as meninas que a endeusam da platéia, às vezes a deusa multicolorida que tais meninas insistem em enxergar. O set traz música nova (um surf-rap-new-wave), a esperada versão de “Pretend We’re Dead” (L7) e as toneladas de hits do primeiro disco. “Let’s Make Love and Listen do DFA” chega consagradora, finalizando o show. E os paulistanos podem ficar tranqüilos: o Cansei do mundo ainda é coisa nossa.
mallu
Teve gente que chegou na porta do Milo 8h30 da noite. Às 10h já tinha fila na porta. Enquanto isso, lá dentro, duas equipes de TV gravavam a passagem de som. Onze e pouco, o lugar já tava abarrotado pra ver o hype mais rápido que já se viu por aqui. Justifica? Vamos lá:
1. a menina é carismática, simpática, fofa, pode ganhar o público com duas palavras ou um sorriso;
2. Ela tem um puta de um senso de composição pop. É quase uma sueca nesse sentido;
3. Ela não toca muito bem e muitas vezes desafina, mas isso não é um problema;
4. A banda é tipo "tiozão do Café Piu-Piu", e isso sim é problema: arranjos farofeiros, rock de cartilha, baixista aparecido, etc.
No fim das contas, vale. Bota três moleques no lugar dos véios - o guitarrista bigodinho pode ficar - e deixa eles fazendo música com ela. Se ela não se encher o saco de tudo isso, pode ir longe.
1. a menina é carismática, simpática, fofa, pode ganhar o público com duas palavras ou um sorriso;
2. Ela tem um puta de um senso de composição pop. É quase uma sueca nesse sentido;
3. Ela não toca muito bem e muitas vezes desafina, mas isso não é um problema;
4. A banda é tipo "tiozão do Café Piu-Piu", e isso sim é problema: arranjos farofeiros, rock de cartilha, baixista aparecido, etc.
No fim das contas, vale. Bota três moleques no lugar dos véios - o guitarrista bigodinho pode ficar - e deixa eles fazendo música com ela. Se ela não se encher o saco de tudo isso, pode ir longe.
7 de fev. de 2008
1 de fev. de 2008
bumllionaire
A idéia dos caras é botar um mendigo na lista dos bilionários da Forbes. Você também pode contribuir para a causa. Coisa do Keke.
www.bumllionaire.com
No Milo

07/02 Mallu Magalhães [São Paulo; indie-pop/twee]
DJs: Lulina + Centro Cultural Batidão
www.last.fm/event/487933
14/02 Apanhador Só [Porto Alegre; indie-rock/experimental]
DJs: Fernanda Cardoso + Centro Cultural Batidão
www.last.fm/event/487187
21/02 Clek Clek Boom [Paris/Rio de Janeiro; funk carioca/eletrônica]
DJs: Tommie + Centro Cultural Batidão
www.last.fm/event/489670
28/02 Os Telepatas tocando Wilco [São Paulo; indie-prog/psych-folk]
DJs: Centro Cultural Batidão
www.last.fm/event/489674
cartaz: Drika Moto [www.drikamoto.com]
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