27 de mar. de 2010

sxsw - dia 0


  1. e o festival só começa amanhã. boa noite.

  2. 4. golden triangle. banda da noite. girl group pixies shoegazer. sonho molhado dos jornalistas brasileiros dos anos 90. só que melhor.

  3. 3. turbo fruits, projeto de um dos moleques do be your own pet. quase um tributo ao jam. coisa que só pega se feita por quem tem menos de 25

  4. 2. signals é isso mesmo: mae shi sem o jeff. bom, mas falta alguma coisa.

  5. 1. copacabana brigou com o som da casa e no fim ganhou

  6. @ferrrr noite incrível com matt e senhora, casal mais gente fina do mundo. a encomenda ainda não entreguei, mas tá aqui e ela já tá avisada

  7. logo mais vou ver qual eh do signals, banda nova dos caras do mae shi.

  8. que merda. computador novo e o wi fi do hotel ta zoado.

  9. instalado no hotel. vim no mesmo aviao que os copacabanas e os @databasetrax. primeira missao, comprar um computador novo.

  10. badernistas protestando na american. Ainda bem q vou de continental

  11. bom, zentsi, fui.

12 de mar. de 2010

tá vai, vou começar 2010

Andei sem tempo e sem vontade de escrever aqui. Mas segunda tô embarcando pro SXSW e, se pá, vou esticar pro México pra pegar o MTyMX, festival em Monterey organizado pelo Todd P. Vou tentar botar relatos constantes por aqui. Vamos ver se consigo. Por enquanto, as 110 bandas que quero ver. Se pegar 20% disso volto feliz.

- Aa
- Acid Mothers Temple
- Man Man
- Frightened Rabbit
- Yacht
- Crystal Antlers
- Neon Indian
- Japandroids
- Dam-Funk
- Fool's Gold
- Japanther
- Holy Fuck
- Das Racist
- Dan Deacon (só vai tocar no México)
- Washed Out
- Indian Jewerly
- Toro y Moi
- Grant Hart
- Tanlines
- Liars
- No Age
- Lemonade
- HEALTH
- Pictureplane
- Major Lazer
- The Very Best
- Rusko
- Kid Sister
- Hudson Mohawk
- Rainbow Arabia
- GZA
- Death Set
- Rye Rye
- Best Coast
- Cymbals Eat Guitars
- The XX
- Surfer Blood
- 12th Planet
- Ninjasonik
- Toy Selectah
- Poirier
- Spoon
- Dr Dog
- Sondre Lerche
- Broken Social Scene
- Brian Bordchert
- Bomba Estereo
- Diamond Rings
- Keepaway
- Hauschka
- Bowerbirds
- Califone
- Nas & Damian Marley
- Miike Snow
- Banjo or Freakout
- High on Fire
- Born Ruffians
- Flying Lotus
- Duchess Says
- Madlib
- Peanut Butter Wolf
- J Rocc
- Sharon Jones & the Dap-Kings
- Princeton
- Cool Kids
- Free Energy
- Efterklang
- Midlake
- She & Him
- Lou Barlow
- White Denin
- Local Natives
- Sistema Solar
- Ruby Suns
- Ray Davies
- Roky Erickson with Okkervil River
- Collections of Colonies of Bees
- JJ
- Soulico
- Think About Life
- Band of Horses
- Drive-by Truckers
- Slum Village
- Bird Peterson
- LA Riots
- Plants and Animals
- Quasi
- Shearwater
- Smokey Robison
- Signals
- Magic Kids
- Delorean
- Solid Gold
- The Antlers
- Les Savy Fav
- DMG$
- Antipop Consortium
- Daedelus
- Real Estate
- Memory Tapes
- A Sunny Day in Glasgow
- Bear Hands
- Trackademicks
- The Pains of Being Pure at Heart
- Mayer Hawthorne
- Thurston Moore
- Balkan Beat Box
- Big Star
- Bonjay
- Woods
- Men

19 de jan. de 2010

amanhã, no neu







Ainda tem ingresso pra comprar na hora. Você vai perder?

Tem certeza?

Olha que vai ser foda...

então se liga neles ao vivo:

13 de jan. de 2010

11 de jan. de 2010

feliz ano novo



Sabe aquela sensação de se estar no lugar perfeito, musicalmente falando? De se estar no momento certo na hora certa, de ver um completo entendimento da música que acontece agora pelo público, de se pensar que não haveria lugar melhor para estar naquele momento? Então, vira e mexe isso acontece comigo. Rolou no Round Robin do Dan Deacon, numa noite de dubstep na Plastic People, no show do Matt and Kim do SXSW do ano passado, no show do Think About Life no Pop Montreal deste ano, só pra citar algumas situações recentes. Aconteceu mais uma vez na festa de ano novo do Switch Club, em Córdoba, Argentina. Há tempos queria checar in loco a movimentação da nova cena eletrônica dos hermanos e aproveitei uma brechinha de férias pra colar lá. Acabei armando uma discotecagem na noite que tem, entre seus organizadores, Rafa Caivano, dos Frikstailers e botei o Guab na parada - ele, infelizmente, por problemas de equipamento acabou não tocando, mas se divertiu horrores na festa. O clube, por si só, já é um capítulo à parte. Fica numa zona distante do centro, próximo a outras casas muito maiores e famosas. Não que isso seja um problema - o público é bem diferente - e que o clube seja pequeno - são duas pistas, uma para umas 500 pessoas e outra pra umas 100, além de uma área externa gigante. O sistema de som das duas pistas é ótimo e a decoração bastante criativa, com bolas do Playcenter penduradas no teto, chuva de bolhas de sabão na entrada, telões atrás da cabine gigante dos DJs na pista principal e varal de caveirinhas recortadas de papel. A pista principal era destinada aos números mais pop da noite. Lá, na maior parte do tempo, revezaram-se DJs mostrando que discotecagem pop não precisa ser retardada, fazendo beatmatching de hip hop, dancehall, reggaeton e mash-ups de autoria própria. Também nessa pista rolou um show da Princesa (foto), nome um tanto conhecido por lá. Ela faz um híbrido massa de dancehall, hip hop e cumbia e levantou o público, principalmente as meninas - que eram grande maioria na casa, por sinal. Os Frikstailers também tocaram nessa pista, mas era bem no horário em que eu tocava na outra, dedicada aos sons, digamos, menos comerciais. Foi nela que o Remolon quebrou tudo com seu live PA. Ele começou com temas mais densos, aproximando a cumbia digital do dubstep numa onda esfumaçada. Aos poucos, o lance vai ficando cada vez mais acessível, descambando no final pra a reconstrução cumbiera de "Violeta", o som que virou a nega do cabelo duro do Luiz Caldas, pra delírio dos presentes. Peguei a pista na sequência e posso dizer que, apesar da concorrência desleal nos Friskstailers na principal, devo ter agradado. Tanto que ficou todo mundo lá dançando. No fim do set, o Remolon voltou pra cabine e mandamos um back to back massa. Depois, rolou a maior surpresa da noite, o encontro do DJ Pedro D'Alessandro (ou Sandro Dale Pedro) com o MC Señor Siren. Umas duas horas discotecagem de dubstep som o MC solando em cima, sem parar. A pista principal fechou, era de manhã, e o povo ficou pedindo mais. Hip hop, cumbia, pop de FM, dubstep, dancehall, funk carioca, tudo na mesma noite, tudo bem tocado e bem recebido. Noite daquelas, pra ficar na memória.

22 de dez. de 2009

em 2009

- todos os DJs do mundo tocaram "Pon De Floor", do Major Lazer;
- todo mundo usou air horns em músicas ou DJ sets;
- a Made to Play provou que a Alemanha é a nova França;
- surgiu uma leva sensacional de música eletrônica não necessariamente voltada às pistas, com nomes como Javelin, Toro y Moi, Tanlines, Hudson Mohawke, Bibio, Neon Indian e outros;
- o Animal Collective tornou a competição pelo melhor disco inviável ao lançar nas primeiras semanas do ano o Merryweather Post Pavillion. Só pra humilhar, ainda lançou o EP Fall Be Kind. E olha que o Dirty Projectors quase chegou lá;
- falando neles, o Dirty Projectors fez o melhor show visto no Brasil;
- os ingleses tiveram que vender um disco bonzinho (The XX) como obra prima por falta de coisa melhor feita por lá;
- finalmente a Lulina lançou seu tão esperado disco "de verdade" e fez bonito;
- bandas como Real Estate, Ducktails, Girls, Air Waves e Wavves levaram o lo-fi para a praia;
- o electro-funk dos anos 80 ressurgiu como referência pra gente legal como Dam-Funk, Jimmy Edgar e Nite Jewel;
- os grandes festivais corporativos provaram-se totalmente desnecessários. A melhor música veio ao Brasil em shows pequenos;
- os hermanos da ZZK ganharam o mundo;
- bandas brasileiras perderam o medo de se aventurar no exterior, algumas, como Holger, Mickey Gang, Black Drawing Chalks e Garotas Suecas, conseguindo um belo retorno;
- Holger, Black Drawing Chalks e The Name fizeram os shows mais legais entre as bandas nacionais;
- a imprensa musical e a modernidade brasileira deixou passar boa parte de tudo isso.

um primero top 10 de 2009

coletâneas lançadas este ano que realmente valem a pena:

1. Legends of Benin
2. Warp 20 Box Set
3. Marvellous Boy: Calypso From West Africa
4. Psych-Funk 101 - A Global Psychedelic Funk Curriculum
5. 100% Dynamite NYC - Dancehall Reggae Meets Rap in New York City
6. Panama 3 - Calypso Panameño, Guajira Jazz & Cumbia Tipica on the Ishtimus 1960-75
7. Ghana Special - Modern Highlife, Afro Sounds, Ghanaian Blues 1968 - 1981
8. Africa Boogaloo - The Latinization of West Africa
9. Nigeria 70: The Definitive Story of 1970’s Funky Lagos
10. 5: Five Years of Hyperdub

14 de dez. de 2009

e lá vamos nós

Os 00 foram a década do nada pros preguiçosos. Pros mal informados. Pros velhos. Pra imprensa musical brasileira. Sempre burra, sempre dependente, sempre viciada. Deve ter sido realmente uma década difícil pra quem sempre se pautou por 1. os discos que as majors enviavam semanalmente 2. duas ou três publicações gringas. A única coisa que o Álvaro Pereira Junior acertou na coluna dele dessa semana foi em dizer que esta foi a década da pulverização. Por isso mesmo ficou mais difícil - e também mais fácil - mapear o que foi feito de boa música. Se, por um lado, acabaram as unanimidades, por outro, nunca se fez música de qualidade em tanta quantidade e nunca o acesso a esta produção foi tão fácil. Sobre isso, vale ler este texto do Simon Reynolds. Mas é difícil esperar muito de um cara que descobriu o Telepathe um mês depois da banda passar por debaixo do nariz dele na capital paulista. Falar que não houve inovação em uma década que começou com os Avalanches ensinando que se podia fazer uma obra prima com retalhos na base do cut and paste, viu o hip hop expandir seus limites de forma espantosa, passou pela demolição da figura do ídolo em cima do palco nas marretadas do Lightning Bolt e na catarse coletiva promovida pelo Dan Deacon, dançou com batidas eletrônicas elaboradas nas mais distantes periferias do mundo, e, pelas mãos de gente como Animal Collective e Dirty Projectors encontrou novas maneiras de se fazer música pop é, no mínimo, um desserviço ao jovem leitor do Folhateen. Mas, fazer o que, se as revistas que ele lê só falaram dos Strokes, Libertines, hippies e sambistas indie? Nos 00 olharam pro passado os saudosos do passado. Como o próprio Álvaro.

19 de nov. de 2009

essencial

Ei, você que leu aquele meu post sobre indie no Brasil. Gostando ou não, vale se aprofundar um pouco no assunto. A ex-Sleater Kinney Carrie Brownstein juntou para um debate online os responsáveis por alguns do maiores selos independentes americanos. O papo é um interessante panorama sobre o estado das coisas no atual mercado independente por lá, passando pela volta do vinil, definição de independente, a força da Pitchfork e outros temas. Algumas frases pinçadas de lá:

- Gerard Cosloy (Matador): "A Pitchfork 9.1 is more influential to the audience and the retailers than a Rolling Stone or New York Times review".
- Gerard Cosloy: "In some countries, they think indie is a genre".(Oi Brasil! haha)
- Portia Sabin (Kill Rock Stars): "There were 105,000 records released in the U.S. last year, and of those, 1,515 sold more than 10,000 copies".
Portia Sabin: "A weird thing for us is that, no matter what song off an album we give away as a free MP3, that song is always the most-purchased song off that album".

Ah, vai lá e lê tudo. É uma aula.