28 de mai de 2009

porque#2

- Damo Suzuki - ele não tocou no Neu semana passada porque perdeu o voo para o Brasil, mas toca na terça (02/06) na livraria da esquina. E, como já disse, perder é dar muito mole.

- A-Trak - toca na festa da Vice, também na terça. Bom, tudo o que dizem dele é que é o DJ do Kanye West. Isso é o que conta menos nos seus sets. Já vi dois, ambos destruidores. Primeiro, porque ele é muito técnico, mas usa o turntablism a serviço da pista. Segundo, porque, diferentemente do que a parceria com Kanye poderia fazer acreditar, seu set não é apenas de hip hop. Entra tudo o que é dançante, e, assim como entra, dá lugar a algo tão dançante quanto. Baixa os dois mix albuns (Fabric Live e Infinity + 1) que ele lançou esse ano e entende. Ah, algo muito importante: nas duas festas em que vi ele tocar, a concentração de gatas rebolando era absurda. Se bem que aqui, festa da Vice com cerveja e entrada grátis e shows do Jay Reatard e do King Khan, o lance tá cheirando a para-raio de assombração.

- Matt & Kim /No Age / Holger - não é que esse festival do Lúcio se saiu com uma noite e tanto? Em primeiro lugar, Matt & Kim. Bom, quem acompanha o Bima já não deve mais me aguentar pagando pau pra dupla do Brooklyn desde que os vi ao vivo no SXSW do ano passado. O show que vi esse ano só me fez virar mais fã da banda ao vivo - assim como os outros brazucas que tavam lá, como os Holgers, o pessoal da TramaVirtual, o Lúcio e o Boffa, que tá trazendo os caras. Tudo porque eles transformam um punk rock simples, tocado em teclado e bateria, em um canal de comunhão brutal com o público. Como poucos, eles entendem que o suor - da banda e da platéia - é ingrediente fundamental na construção de um show memorável pros dias de hoje. Isso, sem sair - mais ou menos - de seus instrumentos estáticos. Olha o que eu tô tentando explicar no vídeo que o Beto fez. E não deixa de ir no Clash no dia 06/06.

E aí tem o No Age. Confesso que o único show que vi deles foi morno, num showcase numa tarde ressacosa. Meus amigos que os viram esse ano falaram que o show foi ótimo e botó fé que aqui vai ser também. A dupla de LA é o maior expoente da cena que surgiu ao redor do clube The Smell (onde despontaram também nomes como Mae Shi, HEALTH e Abe Vigoda) e, pela Sub Pop, lançaram um disco pela Fat Cat e outro pela Sub Pop que são as melhores coisas dessa atual retomada mundial do lo-fi. Esperem por muito barulho. E só isso aqui ao vivo vale o preço do ingresso:

E do Holger, eu só posso dizer que não tem show brasileiro mais legal que o deles atualmente. E que as músicas novas, essas sim, tão de gente grande.