2 de out de 2009

pop montreal - dia 2

A noite começou com o show do Lullabye Arkestra, duo formado pelo Do Make Say Think Justin Small e sua esposa. O som é rock pesado, só com bateria, baixo e vocal. Show poderoso, mas que não faz jus ao primeiro disco do duo - uma mistura de White Stripes com Lightning Bolt -, seguindo a onda do disco novo, um rock mais direto. Valeu, de qualquer forma.

Corri de lá pra pegar um pouco do Fever Ray. A parada é poderosa. Tipo megashow, com figurino, lazer e tudo mais. O som, ao vivo, bate forte e a ambientação - muita fumaça, vê-se muito pouco do que rola no palco - acompanha a onda The Knife pra maconheiro da música dela. Legal, mas saí antes do final, pois queria ver o Butthole Surfers inteiro. Disseram que o fim do show foi um amontoado de frequências sonoras do inferno, que fez todo mundo sair correndo de lá passando mal. Queria muito ter visto isso.

Aí o Butthole Surfers. Era, se bobear, a banda que mais queria ver ao vivo. Tinha esperança que, de alguma forma, ressucitariam no palco a banda insana que eles um dia foram. Mas, do caos esperado, só o sonoro. E nem pro lado bom. Era o som que tava extremamente embolado. Muito ruim. Ao fundo, rolavam as famosas projeções, em três telões, mostrando coisas delicadas como uma cirurgia num pênis. Paul Leary parecia o único com vontade de estar ali. Ver o Gibby Haynes, de óculos, lendo as letras paradão foi decepcionante. Mais decepcionante foi ver a indiferença deles ante a reação agressiva dos seguranças pra cima da galera que arriscava um stage dive. Pensando bem, acho que esse foi um show bem Butthole Surfers, uma banda que nunca fez o que era esperado dela. E não posso negar que curti ouvir alguns "hits" das antigas ao vivo.

De lá, uma passadinha pra pegar o fim do show do Clues. Trata-se da banda nova do ex-Unicorns Alden Penner com o ex-Arcade Fire Brendan Reed, que lançou há pouco seu primeiro disco pela Constellation. O lugar, pra umas 700 pessoas, tava cheio pra ver os caras, que tavam fazendo um belo show, mostrando, com a competência esperada, um prog-indiepop grandioso. Bonito.

Depois, chegamos a tempo de ver o fim do show - de 25 minutos! - da Roxanne Shanté, pioneira do hip hop e uma das fundadoras do Juice Crew. A vibe no lugar, Club Lambi, o mesmo dos shows do Holger, Matt and Kim e Ninjasonik na noite anterior, tava no talo, com Roxanne mandando ver uma seleção inacreditável de clássicos do rap do anos 80. Aí, de repente, ela saiu do palco e não voltou mais. Foda-se. Foi demais assim mesmo.

De lá, todo mundo foi pra uma after party com discotecagem em soul em compactos, acompanhada de concurso de dança. Coisas que só acontecem por aqui: Cadence Weapon e o cara do Lullabye Arkestra participando do concurso. Incrível.

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