29 de set. de 2009

welcome home



Em primeiro lugar, mal aê pelo sumiço. A mistura de muito trampo com uma severa preguiça de escrever me manteve afastado do Bima por esses tempos. Agora, porém, instalado em Montreal pra mais uma edição do Pop Montreal, minha terceira, vou tentar atualizar isso aqui com relatos diários.

A para da vai ser foda. Pra variar, muitos shows bons: Fever Ray (Of The Knife), Butthole Surfers, Faust, Roxanne Shante, Teenage Jesus and the Jerks, Yo La Tengo, Glass Candy, The DØ, Duchess Says, Mono, Think About Life, Matt & Kim, Loudon Wainright III, Chain & The Gang, Socalled, DJ/rupture, Kid Koala, Poirier, Japandroids, Thee Oh Sees, Clues, Micachu & The Shapes, Zombie Disco Squad, Tanlines, Cadence Weapon, Lee Fields & The Expressions, The D'Urbervilles, Lemonade, Tobacco, Diamond Rings, Ninjasonik, Destroyer... Claro que não vou conseguir ver tudo, por causa do esquema "tudo ao mesmo tempo agora". As presenças brasileiras ficam por conta do Holger, Cassim & Barbária e Mutantes.

Na paralela, vou participar do Symposium. Puta honra, ver meu nome no cartaz ao lado de gente como Faust, Roxanne Shante e Diamanda Galas, outros que estarão no simpósio. Vou participar de uma série de palestras discotecadas sobre música das ruas do mundo, ao lado de mestres como DJ/Rupture e Brian Shimkovitz, do Awesome Tapes from Africa. Chora, Dago.

Pra completar, toco na festa fechada de encerramento do festival. No ano passado quem tocou nessa festa foi Passion Pit e Ghislain Poirier. Esse ano é o Cadence Weapon e euzinho. Meda. Então é isso. Logo mais começa.

24 de jul. de 2009

a volta


Há algumas semanas vazaram três faixas de Embryonic, novo disco do Flaming Lips. O álbum é duplo, deve sair em setembro - ao que parece, com essa capa aí acima, e vai contar com participações do MGMT e da Karen O, além de spoken word de um matemático alemão. Pelo que dá pra perceber pelas três faixas, a banda tenta aliar o lado sublime de seus últimos álbum às paradas mais esquisitas que andavam um pouco de lado. Eu gostei muito, mas sou suspeito (olha o nome desse blog). Vamos às faixas (ache pra baixar por aí, tá fácil).

- Silver Trembling Hands - baixo e bateria simples e velozes, estilo Liars, dão o tom da música, que começa simples como o Flaming Lips nunca foi. Desemboca num refrão daquela baleza típica do Soft Bulletin, com letra que diz algo como "She forgets about her fear when she is high"

- Convinced of the Hex - homenagem descarada ao Can. Baixo e bateria hipnotizantes lembram coisas como "Mushroom" e "Vitamin C", enquanto uma guitarrinha tão esquálida quanto sagaz vai costurando as lacunas do groove. O vocal, repetitivo é a coisa menos melódica que o Flaming Lips já fez na vida.

- The Impulse - viagem minimalista espacial com um vocal cheio de efeitos. Lembra as coisas da trilha do Christmas on Mars.

delícias (calientes) da semana



Semana gelada merece um especial com artistas que têm voltado seus ouvidos aos trópicos em busca de inspiração. Vamos lá.

- Holliday in Congo - Rainbow Arabia - se bobear, a banda mais manjada nessa lista. O casal de Los Angeles faz eletrônica com forte acentos étnicos, fazendo a ponte equatorial entre o norte da África e o Caribe. Pense num Gang Gang Dance desencanado, sem a porção improv. Eletropical, definiu alguém.

- I GO I GO I GO (Lalory's Tropical Dandy Mix) - Wave Machines - bom, o nome do remix resume tudo. A música original, que já é massa, ganha força no berimbau, que ginga com steel drums no remix. Wave Machines é uma banda de eletropop inglesa. O disco de estreia, Wave If You're Really There, já tá na roda.

- Black Magic (Crystal Fighters Remix) - Magic Wands - a dupla de Nashville faz um pop direto, com batidas eletrônicas, melodias pegajosas e guitarras "cósmicas". No clima tropicaliente, esse remix lembra os flertes da mutant disco nova-iorquina com os ritmos latinos.

- Dancehall - Sean Bones - nova aposta do selo Frenchkiss (Les Savy Fav, The Dodos, Passion Pit), trata-se de um projeto de Sean Sullivan, que aqui mergulha fundo no ska, reggae e rock steady pra temperar seu indie rock.

- Calypso Gold - Princeton - aqui, o quarteto de Los Angeles faz indie pop quase barroco, com cordas e tudo mais, e um vocal que lembra Jens Lekman. Mas a ginga vem da percussão, que torna a coisa até dançante. E nas guitarras, que remetem ao calipso do título da música.

23 de jul. de 2009

DIY

Todd P, famoso promoter do Brooklyn, mostra por onde anda o rock hoje em dia em Todd P Goes to Austin. Tipo um Our Band Could Be Your Life pra agora, e em vídeo. Olha o trailer:

TODD P GOES TO AUSTIN trailer from FVMMO FILMS on Vimeo.

22 de jul. de 2009

segura


arte por Oga Mendonça

-----

GUIFEST

31/07 a partir das 22hs

Turbo Trio
Holger
Projeto Manada
Objeto Amarelo

-----

Ingressos antecipados: R$ 25. À venda no Neu Club de quinta à sábado a partir das 23hs [Rua Dona Germaine Burchard, 421] ou através de peligro@peligro.com.br

-----

União Fraterna
Rua Guaicurus, 01/59
Água Branca

www.guifest.com
www.peligro.com.br

www.last.fm/event/1022730

17 de jul. de 2009

delícias da semana


Gauchito Gil (Ghislain Poirier remix) - Fauna - A nova coletânea da ZZK (ZZK Sound Vol 2) chegou ainda melhor que a primeira, do ano passado. Se a primeira era legal pelo espírito novidadeiro, apresentando ao mundo a cumbia digital, esta nova dá concisão ao estilo, com os produtores mais afiados e uma proximidade maior com gêneros como dubstep e idm. É tão boa que foi difícil escolher um faixa. Fiquei com esse remix do Ghislain Poirier - sempre ele - para o Fauna, os caras que fizeram um puta show no Vegas umas semanas atrás.

Fables - The Dodos - passadas duas semanas do vazamento, já deu pra concluir que Time To Die, novo disco do agora trio americano, não é nem de longe tão impactante quanto o anterior, Visiter. O baterista suavizou a pegada africana, enquanto a aposta aqui parece ter sido na complexidade. Mas tudo chega de forma sutil. Conquista aos poucos. E tem hits deliciosos, como esta "Fables", o primeiro single.

Never Seen - Lightning Dust - Esse é um projeto da Amber Webber e do Joshua Wells, do Black Mountain. O primeiro disco, de 2007 é legalzinho, mas não chega a empolgar. A julgar por este primeiro single, o novo trabalho, previsto pra sair em agosto, vai ser de lascar. Never Seen projeta elementos do universo dos anos 70 em que gravita o Black Mountain no futurismo dark do The Knife. Brian Eno ficaria orgulhoso.

Make It Take It - Amanda Blank - new-wave-electro-rap-delícia. Como não gostar?

15 de jul. de 2009

vem aí



Quem acompanha isso aqui sabe o quanto eu gostei do Alopecia, disco que o Why? lançou no ano passado. Em setembro sai Eskimo Snow, o novo disco do grupo que, segundo Yoni Wolf, o líder, é a coisa menos hip hop que ele já fez, apesar de gravado ao mesmo tempo que o Alopecia. Desde o South by Southwest ele vem tocando algumas músicas novas em shows solo. Agora liberou "The Blackest Purse", o primeiro single, pra download na Pitchfork. Algumas outras músicas do disco tão dando sopa no youtube faz uma cara, em gravações feitas nos shows do Yoni. Estou bem curioso pra ver como elas vão ficar no disco. Aqui estão duas delas, sendo que a primeira é a que dá nome ao novo disco: